Desde que um construtor pelotense meu conhecido me contou que um funcionário de confiança do Sanep, do PTB, partido que ocupa a vaga de vice na chapa de Eduardo Leite, cobrou dele (construtor) propina para liberar um empreendimento imobiliário, minha confiança nos tucanos pelotenses acabou.

O constrangimento oficial muitas vezes inibe o construtor, que acaba pagando para não ter seu empreendimento jogado para o fim da fila.

Fiz o que estava em minha alçada. Levei o relato a um amigo que assessora a prefeita na prefeitura, esperando que alguma providência oficial fosse tomada para deter a conduta. Quatro meses se passaram, porém, e nada aconteceu com a pessoa que, segundo o construtor, cobrou a propina.

Por dever de ofício, fiz então um relato sem nomes do fato, no Amigos de Pelotas, tornando o alerta público.

O caso está sendo investigado pelo MP e pela polícia civil.

Às vezes tenho a impressão de que a política tradicional considera fatos assim “normais da atividade”. Quase como se fosse uma prova que separa o mundo adulto, deles, do infantil, nosso.

Quando a gente se depara com casos assim (e confio no construtor, porque o conheço), ficamos nauseados ao vermos os mesmos políticos vendendo a si mesmo como pessoas sérias e honestas.

Às vezes acho que até mesmo o pagador de propina, quando se diz achacado, no fundo sente orgulho de poder pagá-la, entende?

Como se ser vítima da cobrança fosse uma distinção da personalidade.

É estranho.

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