ComportamentoDos leitores

A polarização gerada pelo politicamente correto

Djalma Cerezini Filho *

Há algum tempo a filosofia do politicamente correto ganhou espaço na rotina brasileira. Disfarçado de avanço social e com enfoque respeitoso, a tática aos poucos foi implantada, gerando uma situação tão repressiva quanto a vigilância exercida por órgãos governamentais do tipo KGB e Gestapo.

Se todos são iguais perante a lei, por que afinal de contas pessoas recebem tratamento especial por serem descendentes de uma etnia, ter orientação sexual diferente ou serem deste e não daquele sexo? Isso sem falar no tal do foro privilegiado, símbolo máximo da desigualdade brasileira, que favorece a impunidade de uma casta.

O politicamente correto amordaçou grande parte da população brasileira, que por medo de ser alvo de um processo judicial engole a seco sua opinião pessoal, sujeitando-se desta forma à impostura.

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A situação chegou a tal ponto que o Brasil se dividiu em grupos: os vários grupos compostos das ditas “minorias” adeptas da filosofia do politicamente correto de um lado, e o grupo das pessoas que prezam sua liberdade pessoal, mas que mesmo assim respeitam a diversidade e consideram todas as pessoas como iguais de outro.

Nessa filosofia macabra, marcada por extremos, a vítima de um crime é tratada como culpada enquanto bandidos são amparados, a vida de um agente da lei vale menos que a vida de um agente do crime, assim como a vida de uma pessoa de pensamento conservador vale muito menos do que qualquer outra vida.

O politicamente correto trouxe de volta os tribunais raciais, o ódio de classes e a desigualdade.

Os valores aprendidos em casa, legados de nossos antepassados, como honestidade, respeito ao próximo, civismo, responsabilidade, respeito aos idosos, aos mais fracos etc. não possuem mais validade, são coisas de gente antiga, careta, retrógrada, coisa de fascistas.

Na moderna democracia brasileira só se pode pensar do jeito que o sistema quer, só falar o que o sistema quer, só agir do jeito que o sistema permite.

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