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De que direito você está disposto a abrir mão?

Não há mistério. Quanto maior o custo de um país, maior a necessidade de arrecadação. Roberto Campos já havia alertado, a respeito da Constituição de 1988, que o colapso era apenas uma questão de tempo. E, desde então, passamos a adiar crises em vez de enfrentá-las.

A greve dos caminhoneiros entrará para a história como o período em que perdemos a chance de mudar. O Governo Federal, no lugar da redução de custos e impostos, cederá às pressões a partir de uma política de subsídio do preço do diesel. A mesma política que quebrou a Petrobrás no governo Dilma para manter os preços artificialmente baixos.

Você pagará a conta. Mais uma vez.

Quase metade do que pagamos pelo combustível é composto de tributos. Isso é inadmissível em qualquer país minimamente civilizado. Não é crível que um povo tão rico seja pouco a pouco sufocado pela mentalidade paternalista dos demagogos profissionais.

A redução da carga tributária opera-se pela contenção de gastos. Para tanto, precisamos elencar prioridades.. E entender de uma vez por todas que palavras ou boas intenções não criam direitos.

Talvez uma das táticas políticas mais perversas seja a de brincar com o sofrimento alheio.  Mas nenhum país, até hoje, tornou-se próspero gastando mais do que tinha. Portanto, desconfie dos românticos. Eles sempre sustentarão o discurso mais confortável.

Difícil é cortar na carne, torcer a toalha e honrar os compromissos financeiros. O que o Brasil precisa é de uma crise. Mas uma crise planejada, compreendida e com prazo de validade.

Thatcher e Reagan não entraram para a história vendendo gibis.

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