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Denúncia de fraude nos exames de pré-câncer tem jeito de espantalho

Depois de repassar o caso todo – neste momento – o caso das denúncias de supostas irregularidades nos exames de pré-câncer do sistema municipal de saúde parece ter motivação política. Parece um”espantalho”. Pelo seguinte:

  • Por causa da fragilidade das fontes – anônimas.
  • Pela ausência de elementos indicativos, nem um mísero papel foi apresentado.
  • Pelo exagero dos números da suposta fraude – 99% dos exames não seriam realizados.
  • Pelo período em que a denúncia foi feita – pré-eleitoral.
  • Pelo período em que a suposta irregularidade estaria ocorrendo, apontado por uma fonte anônima: seis anos (restrito à gestão tucana).
  • Pelo longo tempo em que estaria ocorrendo sem que ninguém tenha se dado conta antes.
  • Pela tradição do laboratório, que tem uma história de 40 anos.

Contudo, diante da gravidade da denúncia e de seus graves efeitos imaginados, é fundamental que se abra investigação no MP e instaure uma CPI na Câmara de Vereadores. É assunto sério demais para ser deixado de lado.

Escola Base

Algumas reações diante de denúncias de que o laboratório SEG não vinha fazendo pré-câncer na UBS Bom Jesus me lembraram do caso da Escola Base, em São Paulo, acusados da molestar os alunos sexualmente.

Os diretores foram linchados moralmente pela imprensa. No fim das contas, eram inocentes…

Pode ser que tenha ocorrido o problema com o laboratório. Pode ser que não tenha ocorrido.

Por ora, porém, recomenda-se evitar linchamentos.

O que ficou flagrante foi o despreparo da secretária de Saúde, pelas respostas vagas que deu, mesmo chefiando um setor de fiscalização.

Parece evidente que ela não tem o controle da gestão de sua pasta.

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