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Talvez não seja necessária CPI para apurar fraudes na prefeitura, mas mal não faz

Vereadores da oposição tentam recolher sete assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Até este momento, cinco assinaram.

Talvez não seja preciso. Quando a Polícia Federal entra em cena é porque o caso é sério.

Me refiro à apuração de fraudes da prefeitura na concessão de unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida, que resultou na Operação Dominus, da Polícia Federal.

O líder do governo na Câmara, advogado Fabrício Tavares, diz que a oposição quer criar um cavalo de batalha para prejudicar a caminhada de Eduardo Leite ao Piratini.

As supostas fraudes, se comprovadas, terão ocorrido na gestão do ex-prefeito.

Não sei o que é pior: se alçar a Câmara local à condição de “Parlamento” no nome por extenso de “CPI” ou ver Tavares advogando a defesa de Leite como se fosse um cliente.

Primeiro, que a Câmara não se faz distinguir pela qualidade do pensamento e da oratória. Nível incrivelmente subterrâneo, inclusive porque há gente com curso superior ali.

Segundo, por isso: o governo propaga o slogan “Primeiro as pessoas”. Eis um caso, porém, em que as “coisas” deveriam importar mais que as “pessoas”, a não ser que a preocupação seja proteger pessoas por “coisas que NÃO fizeram”, o que seria algo, além de curioso, bastante interessante.

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