O Hexa virá, seja com Neymar, seja sem ele

Não há conversa melhor do que sobre política, futebol e religião, ainda que meu Pai tenha me ensinado que sobre esses assuntos não se discute.

Pois bem, deixarei a política de lado e falarei sobre futebol, mais especificamente sobre a figura de Neymar, que desde o ano passado tem ocupado as primeiras páginas dos cadernos esportivos, seja pela sua transferência ao Paris Saint-Germain, seja pela conduta reprovável dentro de campo.

Neymar abandonou o Barcelona sob o pretexto de que apenas em Paris poderia alcançar a Bola de Ouro. Puro engodo para a imprensa e para os adoradores de futebol. Deixou de lado a “La Liga” para se deleitar nos milhões pagos pelo Catar e ostentar junto aos seus amigos, ou “parças”, como ele mesmo prefere.

Se formos traçar um paralelo do que o PSG e o Campeonato Francês representam, poderia fazê-lo confrontando o time parisiense ao São Caetano, equipe do ABC Paulista, que em apenas dois anos alçou por duas vezes a final do Campeonato Brasileiro e por uma vez a final da Libertadores, derrotado em todas competições, restou comprovado que ainda que seja mistificada, a camisa tem um peso a ser levado em conta.

O pequeno time do ABC hoje caiu no esquecimento.

O campeonato francês, ao seu lado, nada mais é do que um Campeonato Paulista com ares parisienses, pois o PSG sequer é a principal equipe francesa em termos de “camisa”, ficando muito atrás do Olympique de Marselha e do Lyon.

O Brasil, por sorte, deixou de depender de Neymar. Ao contrário de 2014, quando a única esperança estava no atacante, agora há outros nomes com que se pode contar para alçar a equipe de Tite ao hexacampeonato mundial.

Há jogadores tão qualificados quanto, dois deles, Coutinho e Marcelo, penso eu, até melhores que o “Menino Ney”.

Há, igualmente, um vácuo entre o Brasil de 2014, uma anarquia dentro e fora de campo, com o escrete canarinho de 2018, um time centrado, organizado, com um padrão de jogo que prioriza o coletivo em lugar do individualismo e de protagonistas que mais faziam o papel de antagonistas.

Para cada posição há uma peça de reposição.

O exemplo da Alemanha, exatamente, o time que nos aplicou o 7 x 1, signifique quiçá o protótipo a ser adotado não apenas por uma equipe, mas pelo próprio jogador Neymar.

Nenhum dos 23 jogadores daquela seleção estava no mesmo nível de Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e Iniesta, mas havia um comprometimento coletivo, uma responsabilidade intrínseca de que o futebol é um esporte que se joga com 11 jogadores em campo, tendo 12 suplentes à disposição no banco de reservas.

Uma equipe que fica na dependência de um único jogador é fadada ao fracasso, foi assim com a França em 2002, eliminada na 1ª Fase, mas a lição mais dura veio para a Seleção Brasileira, que depositou todas as suas fichas em Neymar, quando da sua ausência um abalo geral tomou conta do time e surgiu a expressão “virou passeio, lá vem eles de novo, olha que coisa incrível, gol da Alemanha”.

Afirmo que o Brasil é o virtual campeão da Copa de 2018.

A jornada começa contra a Suíça, passando pela Costa Rica e pela Sérvia. Na segunda fase pode acontecer um cruzamento com a Alemanha, caso um time se classifique em primeiro do grupo e o outro em segundo, mas é algo improvável.

Aposto em Brasil e Suécia já nas oitavas de final, seria o jogo dos egos entre Neymar e Ibrahimovic. Adiante o Brasil cruzaria com Colômbia ou Bélgica. Numa semifinal apostaria em Brasil e Argentina (ou Espanha), para uma derradeira final contra a Alemanha.

Apenas um desastre tira o escrete da Final a ser jogada em 15 de Julho, no velho, porém remodelado, Estádio Olímpico de Moscou, torço pelo reencontro com os Alemães.

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Author: Da Redação

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