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Pelotas & RS

César Paz: “A vocação de inovar mora em Pelotas”

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O empreendedor César Paz, 53, proprietário da DEx 01 e mais seis empresas de tecnologia, é parceiro da Idealiza Urbanismo e outras firmas na criação do Distrito Makers (DM) do Una, por vários fatores, sobretudo dois.

Prestador de serviços de tecnologia digital e comunicação para grandes empresas, o porto-alegrense se tornou conhecido pela ousadia e pela inovação, pontos em comum com Ricardo Costa e Fabiano de Marco, sócios na Idealiza. Assim como eles, Paz também vê em Pelotas um polo produtor de tecnologia, além de mercado efervescente.

César Paz explica por que se tornou parceiro no primeiro Distrito Makers de Pelotas:

“Com essa iniciativa, a Idealiza prova mais uma vez nossa sintonia quanto ao potencial da economia criativa local. Juntos, poderemos contribuir muito para a prospecção de inovações digitais que ajudem a dinamizar a vida e o trabalho. Por sinal, a sede da DEx01 vai se mudar para dentro do Una”, adianta o empresário.

“Assim como eu, Ricardo e Fabiano enxergam o valor da nova indústria criativa, que faz uso dos talentos individuais e busca soluções novas em todos os sentidos e em conexão a todas as áreas. O pensamento deles não é linear. Perseguem a diferença. Não à toa a Idealiza se tornou referência no design de negócio e aproveitamento de plataformas não só em Pelotas, mas no Rio Grande do Sul. Não me ocorre outro exemplo no estado de negócio que se compare ao trabalho da Idealiza”, acentua.

Acrescenta: “O Ricardo, como eu, ousou. Foi empreender em São Paulo e se tornou um empreendedor serial, pela multiplicidade de negócios que criou, como tenho feito, daí também nossa identidade. Além disso, algo com o qual me identifico, é que ele é um empreendedor de sucesso, mas muito humano. Preserva a qualidade de vida dele e de sua família, premissa inegociável para ele, como é para mim”.

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Engenheiro mecânico de formação, Paz trabalhou por 15 anos na Varig e na Embraer, então gigantes mundiais. Ia bem, mas se demitiu para empreender por conta própria. “Não foi fácil. Mas eu queria algo diferente e desafiador, testar meus limites”.

Na primeira tentativa, fracassou. Ele viu na tevê a notícia da maxidesvalorização do Real em 100%, no governo FHC, e disse à mulher: “Quebrei”. Mas entendeu que o aprendizado o levaria a fazer coisas boas nos novos negócios, o que aconteceu a partir da segunda tentativa, com a AG2. Na segunda tentativa, acertou. Foi tão bem com sua agência de comunicação digital, a AG2, que a vendeu em 2010 à francesa Publicis, terceira maior do mundo no setor. Poderia se ter recostado à sombra. Mas continuou a empreender, sempre de olho de inovação, abrindo novas frentes.

Medo de fracassar novamente? Sim, teve. Mas, desde a AG2, só prospera. “Como na Aviação, o empreendedor que ousa se projeta no espaço vazio.

Quando deixei a Varig e a Embraer, minha única certeza era a incerteza. Precisei vencer o terror desse momento para entender que empreender é o espaço da liberdade, algo essencial para mim. O medo do fracasso é um evento rejeitado pela cultura ocidental. Mas eu sou movido pelos desafios. Com o tempo aprendi que nosso maior inimigo é o medo de errar. É no movimento que a gente encontra as soluções”, diz.

Hoje, além de dirigir a DEx 01, Paz é sócio nas empresas Alright, MPQuatro, Delta, Zeeng, Minovelt e Delta, prestadoras de serviços de tecnologia de mídia, plataforma de inteligência de dados para comunicação & marketing e produção de conteúdo. É também engenheiro, fundador, ex-CEO e ex-presidente do Conselho de Administração da AG2. Com clientes do porte da Gerdau, Toyota, Santander, Bradesco, Natura, Embraer, Nestlé, Toyota, Chevrolet, é ainda conselheiro de várias companhias.

As empresas em que Paz atua compõem um ecossistema inovador dentro do universo da Comunicação Digital. Mantêm sinergias, mas trabalham de forma independente. As competências são várias, entre elas o design estratégico, a produção de conteúdo, o Data Science, tecnologias de mídia e ferramentas de formação, e capacitação humana.

Pesquisa da Deloitte (Auditoria e Consultoria empresarial) mostra que, para 82% dos profissionais de vários mercados, o maior estresse é o medo de errar. “Ocorre que é muito difícil uma pessoa sozinha reunir em si todos os talentos. Somos incompletos, por isso erramos, ainda mais no veloz e multifacetado mundo do trabalho de hoje”.

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“Antigamente nos ensinavam que não podíamos errar. Hoje, nos novos modelos de negócio, o erro é uma etapa de processo. O medo de errar é eliminado porque freia a ousadia da criação. E nós precisamos cada dia mais aprender a ousar sem medo”.

Depois de muitos anos vivendo e trabalhando em São Paulo, Paz voltou para Porto Alegre. Embora trabalhasse com meio digital há mais de 20 anos, fez mestrado em Design, na Unisinos, onde dá aula. Ele gosta de estar imerso em ambientes de troca de experiências. “Esse intercâmbio é essencial, sobretudo diante da evolução tecnológica, que nos desafia e desacomoda o tempo todo. A vida ficou fluída, como bem diz Bauman (Zigmult, sociólogo polonês) em seu livro Vida Líquida”.

Para Paz, a imagem do empreendedor associada à figura do super-herói self-made-man, aquela pessoa que “se faz sozinha”, aparece aqui e ali, mas não existe mais. Ele acredita que daqui em diante as pessoas vão trabalhar e criar cada vez mais em regimes colaborativos, em negócios cada vez mais remotos, ou seja, em rede. Cada vez mais trabalhando em modelos que valorizam o pensamento divergente.

Nas suas palestras, o empreendedor conta que pede que a plateia procure se lembrar da maior conquista de suas vidas, no trabalho, na formação, no esporte, enfim. E que as pessoas então percebem que não chegaram lá sozinhas. “Nem poderiam, pois não existe uma grande conquista individual. Não se consegue nada de expressivo sozinho, sobretudo hoje. Empreender é um ato coletivo. É o ato coletivo no espaço vazio que nos projeta para atmosferas inovadoras. Foi assim o tempo todo na AG2, onde cultivamos um ecossistema de inovação”.

Ao longo do caminho na vida da AG2, vários profissionais deixaram a empresa e construíram seus próprios negócios com sucesso, muitos deles no mesmo mercado da comunicação digital. “Gosto de pensar que ajudei a construir uma escola de empreendedores, muito mais do que uma marca prestadora de serviços”.

Paz sempre teve negócios em Pelotas. Para ele, a cidade é polo de Comunicação Digital e Internet, pelas universidades e escolas que possui. E que, nos anos 90, no início da AG2, Pelotas já possuía ambiente ideal para prospecção de soluções digitais, inclusive pela infraestrutura da Companhia Telefônica Melhoramento e Resistência, a CTMR.

“A cidade sempre se destacou pela formação de designers e profissionais das Ciências da Computação. Muitos talentos surgiram no final dos anos 90”. Naquele tempo, Paz se associou a alguns deles, como Cristiano Fernandes, sócio até hoje. Juntos, eles contrataram muita mão de obra local, montaram estrutura em Pelotas, em conexão remota com o mundo, expandindo atividades para São Paulo e Rio de Janeiro.

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Para o empreendedor, a produção de conhecimento na área digital continua forte em Pelotas. “A oferta de talentos no setor é rica, inclusive pelo baixo turnover (baixo giro de profissionais no mercado) e pelo fato de as pessoas trabalharem próximas de casa, com maior tranquilidade, condições que favorecem a produtividade. Além disso, Pelotas forma designers em diferentes áreas. Cultiva valores culturais, apuro estético”.

A vocação de Pelotas como centro de desenvolvimento e formação, acredita Paz, continua forte. A própria DEx 01 é, diz, é um exemplo: a sede é em Pelotas e, nela, ele tem sociedade com três profissionais que vivem na cidade: Cristiano, Natália Ramos e Vinícius Costa. Tem sido uma jornada e tanto, em constante atualização.

Quem é Cesar Paz
Currículo completo de César Paz: Engenheiro, fundador, ex-CEO e ex-presidente do Conselho de Administração da AG2. Fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi/RS) em duas gestões. Presidente do Conselho de Administração da Seekr de Blumenau e também sócio e membro do Advisory Board das seguintes empresas: Alright, MPQuatro, Delta, Zeeng, DEx01, Minovelt e Delta. Foi eleito pela plataforma Proxxima um dos 10 profissionais inovadores do mercado brasileiro, em 2011. É professor do curso de Comunicação Digital da Unisinos e mestrando em Design Estratégico. Já trabalhou com estratégia digital para as principais marcas do mercado brasileiro, como Bradesco, Toyota, GM, Natura, Vale, Embraer, C&A e Rio 2016. É ainda curador do Festival de Interatividade e Comunicação.

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Especial

Covid: Pelotense a partir dos 30 pode tomar terceira dose

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terceira dose da vacina contra o coronavírus (dose de reforço) já pode ser recebida por pessoas com 30 anos ou mais, que tenham feito a segunda dose há, no mínimo, cinco meses. Os imunizantes podem ser encontrados nos mais de 50 pontos de vacinação selecionados pela Prefeitura a partir de sexta-feira (3). 

Dentre os documentos que deverão ser apresentados, no momento da aplicação, estão as carteiras de identidade e de vacinação, necessária para comprovar as duas doses anteriores ou o esquema vacinal completo.

Quem recebeu o imunizante da Janssen ainda não poderá fazer o reforço.

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Cultura & diversão

Confissões de um cadáver adiado, novo romance, em gestação, de Luiz Carlos Freitas

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O escritor e jornalista Luiz Carlos Freitas está produzindo um novo romance: Confissões de um cadáver adiado. Abaixo, um trecho do livro e outras informações sobre o autor e seu trabalho. Material fornecido pela Fábrica de literatura.

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“Mal havia completado 15, matei meu pai. Velei o corpo e a culpa durante quatro décadas, sepultei ambos no dia em que finalizei 55 anos. O peso se tornara insustentável perante o diagnóstico de câncer recorrente no estômago, primário ou secundário no pâncreas, no baço, necrose safada no fígado, recebido do médico de fala mansa, excessivamente franco, brutalmente impiedoso, inapelavelmente direto. E reto. Resignado, pereci no ato, aceitei a única herança paterna, entranhada nas células, me repassada por vingança daquele filho da puta, responsável por me trazer ao mundo sem consentimento prévio, artífice dos meus desgostos, cicatrizes e deformações, semeador em campo fértil à germinação de flores do mal, similares às de Baudelaire. À brotação da ambiguidade de crime e castigo, semelhante ao mergulho aos confins da alma humana experimentado por Dostoiévski – filho outro da paternidade irrefletida, geradora de gente bizarra, não raro perigosa, se não a si, decerto à sociedade. A revelação crua, endurecida pela insensibilidade fortalecida com o sangue, o desalento e a aflição dos sentenciados à morte, me pegou no contrapé, me abateu, pipoquei, tremi, temi o pior, na mente desfilou parada de dores e horrores.”

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Da Fábrica de literatura:

O trecho inicial do “Confissões de um cadáver adiado”, em gestação na “fábrica de literatura” do jornalista e escritor pelotense Luiz Carlos Freitas, é para os fortes, destinado aos que apreciam obras profundas, sombrias – um estudo da alma, aos moldes dos autores russos, notadamente Dostoiévski. O título foi “pinçado” de um poema de Ricardo Reis, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, mestre em reduzir o homem a sua verdadeira dimensão.

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“O livro é uma autoficção, na qual me desnudo, revelo períodos da infância, da adolescência e da idade adulta, com ênfase na superação de grave enfermidade enfrentada e superada em 2011 e 2012”, Freitas esclarece, acrescentando que o título remete às dificuldades, dores e horrores enfrentados pela espécie humana, sem deixar de acreditar na redenção da humanidade.

Luiz Carlos Freitas

Enquanto trabalha no novo livro, Freitas faz contatos e recebe propostas. Assinou contrato com a editora portuguesa Ases da Literatura, por exemplo, cedendo os direitos autorais do romance “MoriMundo”, originalmente editado em 2011 pela Editora Livraria Mundial. A nova versão da obra foi publicada em meados de novembro, com lançamento internacional.

“Entendo que, depois de publicado, o livro é dono de si mesmo e não temos mais ascendência sobre ele. Devemos deixá-lo seguir o seu caminho e chegar ao destino final – o leitor – esteja onde estiver, no Brasil, em Portugal, em Angola, na Índia, num condomínio de luxo ou numa casa de periferia. O importante é que deixe marcas e auxilie no aperfeiçoamento da sociedade, na busca da tolerância, da solidariedade, da fraternidade e da igualdade”.

Responsável pela coluna política “Entrelinhas”, publicada durante sete anos no Diário Popular, desde o início do ano Freitas passou a se dedicar exclusivamente à literatura e anuncia para 2022 a publicação do livro “Homo Perturbatus” na França (publicado em 2018 e lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo naquele ano). Segundo ele, a obra está em fase de tradução, na editora, em Paris, com lançamento previsto para o segundo semestre do ano que vem. “Essa é a expectativa, embora tudo esteja se movendo devagar em função da Covid-19 – e não é para menos, diante da tragédia que se abateu sobre o mundo. Sem deixar de lamentar as vidas perdidas e fazendo a nossa parte, temos de ser otimistas, acreditar que a epidemia será controlada, remetendo a civilização a um novo ciclo, menos materialista e individualista, conforme  defendo no livro ‘Homo Perturbatus’.”

“MoriMundo” está à venda na Livraria Mundial (Pelotas). E mais:

LOJAS AMERICANAS

SHOPTIME

ESTANTE VIRTUAL

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MERCADO LIVRE

AMAZON (EBOOK E LIVRO FÍSICO

Também podem ser encontrado na Amazon em Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, EUA e França. 

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Trecho do MoriMundo:

“Tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no Inferno, passarinhos de asas coloridas e cantos melodiosos já não existiam, exceto pardais, pombas e urubus, mas esses não contam. Não cantam. Arrulham, piam, crocitam. E a plumagem deles era escura, às vezes cinza, marrom ou bege, geralmente preta. Tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no Inferno, não se via borboletas esvoaçando, abelhas zumbindo e cigarras cantando. Tampouco grilos estrilando, vaga-lumes iluminando, rãs coaxando. Os ratos e baratas, aranhas e morcegos, estes sim subsistiram, predadores que são. Não sobrou quase nada, tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no inferno. Raras árvores, rios e lagos, gramados e jardins. Tudo era cinza, triste e monótono. E o calor, torturante. Insuportável! Durante o dia, envolta por névoa espessa, a cidade fervia, espumava, presa em si mesma, manietada pelo aço, o cimento e o vidro. Tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no Inferno, desfilavam multidões suarentas, tensas e caladas, como se formigas entontecidas. À noite, o frio dominava e a paisagem mudava. Praticamente desertas, as ruas se transformavam em território de sombras furtivas, apressadas e silenciosas. A metrópole se autodevorara, sucumbira à superpopulação, à degradação e à poluição, exceto no Paraíso, onde se tentava recomeçar um novo ciclo, marcado pela exclusão, elitizado, apesar de fadado ao fracasso, pois um dia também seria tragado pelo redemoinho do tempo, pelas hostes indignadas e ensandecidas.”

***

Trecho do Homo Perturbatus:

“Trajano equilibrou-se entre dois mundos por anos e anos sem conta. Tornou-se exemplo vivo do maniqueísmo que grassa em sucessivas civilizações, desde que inventaram Deus. Do ponto de vista externo, era o Mal encarnado, alguém que negava a existência dos deuses: Deus-Todo-Poderoso; Deus-Money; Deus-Consumo; Deus-Cinismo: Deus-Intolerante; Deus-Ignorante e uma infinidade de divindades idolatradas e respeitadas, cujos preceitos são seguidos ovinamente pela maioria, com fortuitas e meritórias exceções. Do ponto de vista pessoal, fruto de personalidade diferente e ainda imaculada, por conta, segundo os outros, de anomalia – “um castigo” – inata, Trajano acreditava piamente, com a devoção e a convicção de beato inveterado, ser exemplo raro de uma classe humana em extinção, a exemplo do que ocorria com  determinadas espécies: tartarugas-marinhas e borboletas, bem-te-vis, beija-flores, peixes-gato e  amores-perfeitos, árvores-da-felicidade e peperômias, jatobás, jerivás e samambaiaçus. Não tinha dúvidas, representava o Bem, Dom Quixote feito gente de carne, osso e cérebro, com virtudes e defeitos, sim, mas humanista e idealista, do cabelo ao dedão do pé. Fiel às convicções íntimas, perseverou, e foi em frente, apreendendo e aprendendo! Ser cândido e confiante, sequer desconfiava, mil armadilhas o aguardavam estrategicamente armadas ao longo do caminho, nem lhe passava pela mente que mil e um deuses irados e malévolos o espreitavam a cada momento.”

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Cultura & diversão

“Icônico pelotense”

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Foto de Tani Guez”.

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