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Opinião

A polarização gerada pelo politicamente correto

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Djalma Cerezini Filho *

Há algum tempo a filosofia do politicamente correto ganhou espaço na rotina brasileira. Disfarçado de avanço social e com enfoque respeitoso, a tática aos poucos foi implantada, gerando uma situação tão repressiva quanto a vigilância exercida por órgãos governamentais do tipo KGB e Gestapo.

Se todos são iguais perante a lei, por que afinal de contas pessoas recebem tratamento especial por serem descendentes de uma etnia, ter orientação sexual diferente ou serem deste e não daquele sexo? Isso sem falar no tal do foro privilegiado, símbolo máximo da desigualdade brasileira, que favorece a impunidade de uma casta.

O politicamente correto amordaçou grande parte da população brasileira, que por medo de ser alvo de um processo judicial engole a seco sua opinião pessoal, sujeitando-se desta forma à impostura.

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A situação chegou a tal ponto que o Brasil se dividiu em grupos: os vários grupos compostos das ditas “minorias” adeptas da filosofia do politicamente correto de um lado, e o grupo das pessoas que prezam sua liberdade pessoal, mas que mesmo assim respeitam a diversidade e consideram todas as pessoas como iguais de outro.

Nessa filosofia macabra, marcada por extremos, a vítima de um crime é tratada como culpada enquanto bandidos são amparados, a vida de um agente da lei vale menos que a vida de um agente do crime, assim como a vida de uma pessoa de pensamento conservador vale muito menos do que qualquer outra vida.

O politicamente correto trouxe de volta os tribunais raciais, o ódio de classes e a desigualdade.

Os valores aprendidos em casa, legados de nossos antepassados, como honestidade, respeito ao próximo, civismo, responsabilidade, respeito aos idosos, aos mais fracos etc. não possuem mais validade, são coisas de gente antiga, careta, retrógrada, coisa de fascistas.

Na moderna democracia brasileira só se pode pensar do jeito que o sistema quer, só falar o que o sistema quer, só agir do jeito que o sistema permite.

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Brasil e mundo

Felicidade de “segunda”, não dá mais

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Concordo com Alexandre de Moraes: antes das redes sociais, nós éramos felizes e não sabíamos. Mas éramos felizes no sentido de que uma pessoa ignorante podia ser. Hoje a farsa não convence tão fácil. As vozes se tornaram muito mais plurais, o que é positivo para a sociedade.

A tecnologia levou a percepção de felicidade a um patamar mais elevado. Aumentou a exigência. Ninguém mais se contenta com meias verdades.

Voltar no tempo é impossível, apesar dos esforços nesse sentido. O próprio Lula não entendeu isso, por isso está perdendo popularidade. Perdeu poder de persuasão. Ele e qualquer outro governante.

A própria velha imprensa perdeu poder de persuasão. Está todo mundo vendo o rei nu. Vendo e avisando a este da nudez, em voz alta. A corte toda, que inclui a velha imprensa, está nua. Ouvindo que está nua, mas se fingindo de surda.

A tecnologia muda os comportamentos. Os avanços tecnológicos provocam essas destruições criativas. Assim como foi o canhão que permitiu Napoleão, a internet e as redes sociais estão forjando um cidadão menos distraído, mais atento e engajado. Uma democracia muito mais participativa.

O mundo mudou.

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Opinião

De fato, Pelotas “mudou”

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Às vezes encontro com pessoas que estão voltando a morar em Pelotas. É comum comentarem isso: “Pelotas mudou. Havia uma vibração visível. Tinha uma intelectualidade… hoje não tem mais. O Sete de Abril, mesmo, está fechado… há 14, 13 anos… é isso mesmo?”.

Aqui vão sete coisas que parecem ter mudado a vida em Pelotas. Nem pra pior nem pra melhor. Apenas a vida mudou.

1. Condomínios fechados: as pessoas se preocupam mais com o condomínio do que com o passeio público. Com sua vida em seus espaços fechados ou, se abertos, integrados, como o Parque Una.

2. Alunos da UFPel vêm de fora por causa do Enem. Vão embora nas férias e no fim do curso. Não são daqui. Não chegam a formar um elo emocional forte com a cidade.

3. Professores da UFPel vêm de fora.

4. A cidade se espalhou.

5. A população está envelhecendo.

6. Digitalização da vida, com trabalho remoto.

7. Globalização, compras pela internet, streaming.

O mundo mudou.

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