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Brasil e mundo

Privatização do Banrisul faria bem ao Rio Grande

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Um sinal de privatização sempre cai bem aos meus ouvidos. Ele soa como música. Ainda que sejam lucrativas, estatais são inúteis para a concretização dos fins do Estado.

Meu entendimento é que mesmo diante de um lucro há um custo. Pergunto: quanto o Estado do Rio Grande do Sul deixaria de gastar com o Banrisul? Quanto poderia ser direcionado para suprir custos de operação em saúde, educação e segurança pública?

Claro, nem todos concordam, pois não existe um papel de tornassol para a homogeneidade política, mas este não é o problema central.

O pré-candidato a governador, Eduardo Leite, sinalizou que a privatização do Banrisul não deve ser vista de forma preconceituosa. Concordo com Eduardo, vou além, tal sinalização é digna de celebração, porém paro por aqui e questiono: os planos de Eduardo para uma possível privatização seriam para reduzir o tamanho do Estado, o que segue uma perspectiva liberal, ou para tão somente fazer caixa, a fim de que o seu eventual governo não sofra com os mesmos problemas de José Ivo Sartori?

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Em matéria publicada aqui mesmo, o Professor Marcelo Dutra Silva assinalou que a venda parece não ser um bom negócio. Em sentido contrário afirmo: privatizar, tirar das mãos do Estado aquilo que não é fundamental, é sempre um bom negócio.

Toda gestão responsável deve se pautar em saúde, segurança e educação. Desde quando a oferta de serviços bancários deve ficar a cargo do Governo, seja ele do Estado, do Município ou da União?

Bancos Públicos, da mesma forma que outras estatais, são fontes de barganha política. A sua posição no rol patrimonial do Estado significa que antes de gerir o que afirmo ser fundamental, saúde, segurança e educação, o Estado precisa fomentar atividades notoriamente privadas, como é a oferta de serviços bancários, especialmente no varejo.

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E a resposta para o problema está nas próprias palavras do Professor, quais sejam, de que há um rombo na folha de pagamento, centenas (eu diria milhares) de cargos comissionados, gastos públicos inchados e uma folha de pagamento onerosa. Não há dúvidas.

O objetivo de Eduardo parece ser o de inflar os cofres do Estado do Rio Grande do Sul para poder arcar com esses gastos. De certa maneira eu e o Professor pensamos da mesma forma, pois o telos de uma privatização social-democrata é a captação de dinheiro para suprir os gastos cada vez maiores. A aliança do PSDB com o PTB deixa isto, igualmente, mais claro.

Não há partido político no Brasil mais dúctil que o PTB e Eduardo sabe disso, pois alinhavou aliança semelhante para a eleição de Paula à Prefeitura de Pelotas.

Uma grande coalizão de centro, com partidos políticos que não têm vergonha em transitar por todos os setores do Estado, a fim de desenhar uma concepção de gestão de oito anos, com um aumento no número de cargos comissionados (algo que está presente em Pelotas) e a não redução dos gastos desnecessários do Estado. Eduardo vai cortar aquilo que pode para manter as alianças que lhe manterão no Poder caso seja eleito.

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5 Comments

5 Comments

  1. Otavio

    15/10/18 at 11:24

    O governo Brito queria vender o BANRISUL e hoje estaríamos sem mel nem porongo: Sem o Banco e sem o dinheiro.
    Vende o que dá lucro e aumenta impostos.Não parece uma idéia muito inteligente.

  2. Aidyl Santos Peruchi

    23/08/18 at 22:35

    Privatizar o Banrisul, 7 bilhões, significa pagar a folha de pagamento do Estado por pouco mais de 08 meses, onde está a vantagem numa decisão desta.
    O que o Estado gasta com o Banco, não entendi, não é o Estado que recebe dividendos polpudos, e todas as vezes que se vê em apuros recorre ao Banrisul.
    Porquê não se houve falar em privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal.
    A privatização destes Bancos transferiria bilhões para o exterior, pois os possíveis compradores, são o Itaú, Bradesco, que estão pouco se importando em manter Agências em pequenos municípios e emprestar para pequenos Empresários.
    O que estes políticos ditos modernos querem é acabar com uma Empresa que é orgulho deste Estado e altamente rentável e que emprega milhares de trabalhadores.
    Parem com isso, é matar a galinha de ovos de ouro e, a quem recorrer quando necessitar tapar buracos do Estado com juros baixíssimos.

    • JOSÉ FRANCISCO PACHECO ATRIB

      27/08/18 at 09:45

      PREFEITO, O QUE TEM É MUITO POLÍTICO HIPÓCRITA NESTE ESTADO, OLHA O QUE O BRITO FEZ, PRIVATIZOU E O DINHEIRO NINGUÉM SABE ONDE FOI, O ESTADO NÃO INVESTE NADA NO BANRISUL PELO CONTRÁRIO O BANCO DÁ DIVIDENDOS AO ESTADO E ALÉM MUITAS VEZES SALVA O ESTADO QUANDO PRECISA DE DINHEIRO, SERIA UMA COISA MUITO BURRA DESTA GENTE, PRIVATIZEM AQUILO QUE DÁ PREJUIZO, AQUILO QUE NÃO DÁ LUCRO…………

  3. marisa

    26/07/18 at 07:14

    Muito interessante seu site, gostei muito das informações escritas.Vou acompanhar as novidades sempre. Obrigada bjs marisa

  4. yazzo

    22/07/18 at 10:34

    “Pergunto: quanto o Estado do Rio Grande do Sul deixaria de gastar com o Banrisul?” parece que o autor do texto não conhece a administração pública, pois o estado não gasta nada com o Banrisul, já que os recursos do banco vem da venda de seus produtos e serviços, além dos juros cobrados em empréstimos, assim como os recursos da Corsan vem da água que ela te vende, e a CEEE, da energia que ela te vende, então do caixa do estado, então, insinuar que que o dinehiro da saúde vai para estatais é no mínimo, desinformação.

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor.

Brasil e mundo

Ministério prorroga por 30 dias custeio de leitos de UTI para covid-19

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O Ministério da Saúde informou que vai prorrogar por mais 30 dias a ajuda de custos para a manutenção de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) dada a estados e municípios. Em nota, a pasta informa que a prorrogação abrange o custeio para 14.254 mil leitos de UTI covid-19 adulto e pediátrico.

A prorrogação das UTIs é uma demanda do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

O país vem registrando aumento de pessoas contaminadas pela covid-19, em especial pelo crescimento do número de doentes infectados pela variante Ômicron.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, divulgado ontem (22), 23,9 milhões de pessoas já foram contaminados pela doença, que já matou 622.801 pessoas no país. Deste total, 157.393 contaminações e 238 mortes foram registradas nas 24 horas anteriores ao balanço.

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Brasil e mundo

Weintraub sobre Lula: “Esse cara não é desse mundo”

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“O Lula é um encosto para mim. A gente pensa que acabou e ele renasce, vem de novo, não cansa, não para. Esse cara não é deste mundo, ele tem alguma força sobrenatural, não é possível”, disse Weintraub, na quarta-feira 19, em entrevista à Rádio Bandeirantes. “O Lula é meu inimigo”.

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub deseja ser candidato ao governo de São Paulo, mesmo que tenha de enfrentar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

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Brasil e mundo

Instituto Capitalismo Consciente fará webinar sobre “despertar da consciência empresarial gaúcha”

Evento de lançamento da filial do ICCB no Rio Grande do Sul vai abordar os
pilares que sustentam o movimento através de quatro empresas da região

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O Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB) vai lançar a Filial Regional do Capitalismo Consciente no Rio Grande do Sul, por meio do Talk Consciente O Despertar da Consciência Empresarial Gaúcha, que promete abordar os pilares que sustentam o movimento através de quatro empresas gaúchas.

O evento será realizado virtualmente, na próxima quarta-feira (26), de 19h às 20h, pela plataforma Zoom. O trabalho das filiais, na visão do ICCB, é uma necessidade para todos os estados do Brasil com o objetivo de promover a conscientização dentro das empresas, acelerando o processo de transformação.

A ideia é que a presença regionalizada aproxime ainda mais estes empresários brasileiros, criando uma corrente do bem dentro dos negócios. No Rio Grande do Sul, o instituto chega através dos empreendedores Eliane Davila e Solon Stahl.

“Nosso estado é inovador e está se desenvolvendo muito para ser referência em
educação e inovação. Mas o nosso principal desafio é sensibilizar os empresários,
empreendedores e lideranças locais, para que percebam que o Capitalismo Consciente
é uma filosofia sustentável que entende o negócio para além do lucro. Que empresas
apoiadas nos quatro pilares do movimento são mais rentáveis, a longo prazo, e
impactam positivamente a sociedade e o mundo”, diz Eliane Davila.

Para conversar sobre a mudança que o despertar da consciência empresarial pode fazer no Sul e falar sobre os pilares do Capitalismo Consciente, o Instituto convida os
palestrantes Suzane Girondi Culau Merlo, Solon Stapassola Stahl, Soraia Schutel e
Guilherme Massena. O evento ainda terá mediação de Eliane Davila, colíder da Filial
Regional do Capitalismo Consciente no Rio Grande do Sul.

Para se inscrever neste evento, basta preencher um formulário disponível no site:
https://landingpage.ccbrasil.cc/lp-inscricao-talk-consciente-rio-grande-do-sul-26-01-2022-19h00

Os convidados:

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Suzane Girondi Culau Merlo – Advogada e empresária fundadora da Capim na Pele.
Mestre em Direito Ambiental. Conselheira e Coordenadora da Filial Regional do
Capitalismo Consciente no Rio Grande do Sul. Embaixadora do Instituto Capitalismo
Consciente Brasil e Certified Conscious Business Change Agent.

Solon Stapassola Stahl – Diretor Executivo da Sicredi Pioneira. Administrador de
Empresas. Embaixador do Capitalismo Consciente. Colíder da Filial Regional do
Capitalismo Consciente no Rio Grande do Sul.

Soraia Schutel – Empreendedora e Cofundadora da Sonata Brasil. Doutora em
Administração. Conselheira da Filial Regional do Capitalismo Consciente no Rio Grande
do Sul.

Guilherme Massena – Cofundador da Dobra. Bacharel em Administração. Gestão da
Inovação e Liderança. Conselheiro da Filial Regional do Capitalismo Consciente no Rio
Grande do Sul.

Eliane Davila (mediadora) – Mentora de Carreiras e de Negócios Conscientes. Doutora
em Processos e Manifestações Culturais. Colíder da Filial Regional do Capitalismo
Consciente no Rio Grande do Sul e embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Sobre o Instituto Capitalismo Consciente Brasil

Fundado em 2013, o Instituto Capitalismo Consciente Brasil incentiva, inspira e ajuda
empreendedores e líderes a aplicarem os princípios do capitalismo consciente em suas
organizações. Com o intuito de ajudar a transformar o jeito de fazer investimentos e negócios no Brasil, para reduzir a desigualdade, o Instituto realiza programas de conscientização, inspiração e educação. Em 2020 a instituição alcançou a marca de 200 corporações associadas, e o número de associados pessoa-física ultrapassou a marca de 2 mil pessoas.

Site: https://www.ccbrasil.cc/

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