PSDB e PTB se uniram ao PT, PCdoB e PSOL para derrubar projeto que viabilizaria plebiscito sobre privatização de estatais gaúchas

Os deputados estaduais rejeitaram nesta terça-feira (5) o projeto que autorizava a redução de 150 para 90 dias antes das eleições o prazo para o encaminhamento da realização de plebiscito sobre a privatização ou federalização de três estatais do estado, Companhia Riograndense de Mineração (CRM), Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) e Sulgás.

O PSDB e o PTB se juntaram ao PT, PCdoB e PSOL para derrubar a proposta do governo Sartori.

O governo tinha até maio para aprovar a convocação do plebiscito, pois a legislação prevê que a convocação precisa ser feita pelo menos 150 dias antes da realização das eleições. Por isso, elaborou um projeto de mudança da lei de encurtar o prazo para chamar a consulta popular. O texto teve 29 votos contra e 23 a favor.

O governo conseguiu, na manhã desta terça, a aprovação na Mesa Diretora do requerimento do governador José Ivo Sartori, que solicitava a convocação do plebiscito. A justificativa principal do Piratini era de que o estado não tem dinheiro em caixa para investir nas três empresas.

“O governo está empenhado em viabilizar o plebiscito porque compreende que há um problema real de gestão sendo enfrentado pela sociedade gaúcha para manter a CEEE, CRM e Sulgás”, argumenta o chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú.

Já os deputados da oposição defendiam a manutenção das estatais. “Temos condições de ter alta produtividade e rentabilidade com essas empresas públicas. Nós não vamos dar esse filé para o mercado, para a iniciativa privada”, disse o deputado Pedro Ruas (PSOL).

O líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Lucas Redecker, afirma ser contra ao curto tempo para o debate.

“O PSDB não muda sua posição, é favorável ao plebiscito. Agora, ele não é favorável à redução de cinco para três meses de discussão do plebiscito que acarretaria o debate nas eleições. Nós temos muito o que debater nas eleições e nós achamos que é um curto prazo para debater esse assunto nas eleições”, explica.

(Com informações do G1),

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Author: Da Redação

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