Supostas fraudes que resultaram em Operação da PF ocorreram no governo de Eduardo Leite

Jornalista Luiz Carlos Freitas relembra nesta quinta-feira (7), em sua coluna no Diário Popular, parte importante da história que resultou ontem na Operação da Polícia Federal Dominus (“Propriedade”, em Latim).

Os policiais detiveram para depoimento o vereador Waldomiro Lima (PRB) e fizeram apreensões de documentos em sua casa e gabinete, bem como na casa e gabinete do vereador Ademar Ornel, do DEM.

Waldomiro pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado, para responder em liberdade.

No total, 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Os policiais encontraram na casa de Waldomiro um revólver calibre 38 sem registro de posse; e, na casa de outro investigado, R$ 59 mil em espécie. Recolheram tudo, incluindo documentos e computadores.

Freitas lembra ainda que os supostos crimes apurados pela Polícia Federal ocorreram na gestão do então prefeito Eduardo Leite como prefeito.

Vereador Waldomiro Lima, a quem Eduardo Leite entregou a secretaria de Habitação, para ser comandada por afilhado do vereador

Alterando a reforma administrativa feita pelo prefeito Fetter – relembra Freitas – Eduardo leite recriou a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, que na gestão Fetter fora absorvida pela Secretaria de Justiça, e entregou a direção daquela a um indicado do vereador Waldomiro, o biólogo Ivan Vaz.

Segundo Freitas, a partir daí a Secretaria foi aparelhada com vários CCs indicados por Waldomiro e Ornel.

“A Secretaria foi transformada em balcão de comércio de votos em troca de apartamentos oriundos de projetos habitacionais e da regularização de lotes irregulares, aproveitando-se da carência e do desespero de parcelas pobres da população”, escreveu Freitas.

“A romaria de vítimas à sede da Secretaria era diária e intensa. Em 2016, ano da eleição municipal, o toma-lá-da-cá se intensificou, saíram unidades habitacionais novinhas, entraram promessas de votos aos borbotões”.

Freitas registra que “a regularização fundiária se tornou uma das bandeiras da gestão Leite, filão eleitoral, tudo feito às pressas, desobedecendo a Legislação. Exageraram na dose, despertaram a atenção e foram denunciados à justiça por coligações concorrentes”.

Na sequência, veio a eleição, Lima e Ornel foram reeleitos e a candidata de Leite, Paula Mascarenhas, foi eleita.

Prossegue Freitas:

“Diante da informação de que a denúncia chegara à Justiça, o prefeito Leite exonerou Ivan Vaz do cargo de secretário de Habitação e Regularização Fundiária, em dezembro de 2016, dias antes do final de seu governo. Era preciso sacrificá-lo e transformá-lo em bode expiatório. Vaz não gostou e, abandonado pelos parceiros, denunciou a tramoia”.

Resposta de Ivan Vaz

O Amigos de Pelotas buscou contato com Ivan Vaz.

Vaz enviou o texto abaixo:

“Saliento que, no período em que estive à frente da Secretaria (Habitação e Regularização Fundiária), não houve indicação de parentes e amigos do Vereador Waldomiro e de qualquer outro vereador de Pelotas (para receber unidades do MCMV).

Quando assumi a Secretária, já estava todo processo de seleção pronto, somente executamos o sorteio público com a Presença do Prefeito Municipal, outras autoridades convidadas, inclusive o Banco do Brasil.

Saliento que o noticiado na imprensa sobre delações ou qualquer outra situação envolvendo meu nome e diferente do que relato é inverdade, e vou procurar meus direitos de calúnia, difamação, injúria e danos morais”.

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Author: Da Redação

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