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Opinião

Honoris Causa com vaia

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A estrondosa vaia que a prefeita Paula Mascarenhas tomou na noite de segunda-feira passada, na concessão do título de “Dr. Honoris Causa” ao professor Boaventura de Sousa dos Santos, teve um significado pouco comentado.

O Teatro Guarany estava lotado de acadêmicos, professores das Universidades Federal e Católica, meio de onde provém a doutora em Letras Paula, também servidora licenciada da UFPel.

Ocorreu o seguinte: a prefeita, que se considera ideologicamente de “centro-esquerda”, foi desaprovada por seus pares, a suposta “elite pensante” da sociedade, em geral com viés ideológico igual ou semelhante ao da professora.

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Brasil & Mundo

Leite e a não-questão de ‘ser gay’, da qual continua a falar

Por que o pelotense só foi revelar que é gay quando decidiu disputar as prévias tucanas rumo ao Planalto? Há teorias

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Quando se anunciou gay no Programa do Bial, na Globo, no começo de julho deste ano, abrindo publicamente, pela primeira vez, sua intimidade sexual, Eduardo Leite o fez sem que Bial tivesse perguntado. Leite falou a Bial e à audiência nacional que sua sexualidade era uma “não-questão”.

Para uma não-questão, até que falou bastante sobre ela, enquanto Bial erguia as sobrancelhas de poeta meloso, simulava surpresa, engordava os olhos e balançava verticalmente a cabeça nevada, com ar admirado.

“Eu sou gay. Eu sou gay”, começou Leite o seu depoimento, gravado num hotel. A partir daí falou praticamente só desse tema. De quando se descobriu gay, do comunicado à família, do namorado Thalis, de seu amor pelo médico pediatra capixaba, morador de São Paulo. Falou um monte da “não-questão”, o suficiente para aproveitar a audiência global.

“Sou por inteiro”

A repercussão na província Brasil foi instantânea.

Desde então, transcorridos 120 dias desde a revelação, jornalistas não perdem a oportunidade de voltar a perguntar sobre a “não-questão”, e ele a falar sobre ela, com desenvoltura e com a mesma resposta política: “Sou por inteiro, não tenho nada a esconder.”

Nos 12 anos anteriores, nas eleições de vereador, prefeito e governador do Rio Grande do Sul, terra onde a macheza supostamente segue um valor arraigado, a “não-questão” permaneceu como tal, fora de questão, daí a revelação neste ano não ter deixado de ser uma surpresa nos pagos da Revolução Farroupilha, que, afinal, não foi merecedora da mesma transparência verificada diante do brother Bial.

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Teoria para a revelação Sou gay

Por que Leite só foi revelar que é gay quando decidiu disputar as prévias tucanas rumo ao Planalto? Há teorias.

Uma teoria diz que um graúdo do PSDB teria dito a ele: “Olha, falam aí que és gay. Como é? Para te apoiar, precisas esclarecer isso. Do contrário, vai ser difícil conseguir apoio do pessoal da Faria Lima. Como sabes, eles não gostam de surpresas.”

Não se sabe se foi assim. Mesmo que não seja verdade, uma pergunta fica no ar. Por que a sexualidade foi uma “não-questão” de fato nas eleições anteriores e, nesta, passou a ser uma não-questão a ser finalmente enfrentada?

Há outros políticos gays, inclusive em cargos executivos. Mas, incluindo parlamentares, até agora, afora Jean Wyllys, que sempre fez da causa LGBTQI+ uma bandeira política, nenhum alardeara sua condição sexual nacionalmente, muito menos na tevê, como Leite fez, nem o simpático senador Fabiano Contarato, do Espírito Santo.

Só depois que Leite deixou o armário Jacarandá, Contarato saiu inteiro do Imbuia Itatiaia, do qual só faltava retirar o dedo mindinho, já que, nele, ser gay não carecia de explicações.

Pretender ser presidente da República do Brasil talvez exija maiores esclarecimentos, nunca saberemos ao certo, podemos apenas especular, a menos que um dia um historiador conte o que passou. O fato é que a “não-questão” vem há quatro meses “tirando o atraso”, com ajuda da imprensa, que não abandona o assunto.

Bolsonaro x Leite

Nesta semana foi a vez de Veja trazer de volta a “não-questão” em uma entrevista com o pré-candidato tucano, em seu canal no YouTube, cujo título faz pensar: “Eduardo Leite: Comentários homofóbicos de Bolsonaro indicam “alguma incerteza”. Bolsonaro x Leite?

Com a calma habitual, articulando argumentos com impostação autoconfiante, o pelotense contou, outra vez, como foi que “saiu do armário”, expressão dele mesmo, popular, destinada à compreensão de todos, tornando ao mantra: “Eu sou por inteiro, não tenho nada a esconder”, emendando: “Outros têm o que esconder, coisas como rachadinha, petrolão, superfaturamento de vacina etc.”

Aproveitando a deixa, e pondo mais achas de lenha na fogueira, o governador gaúcho sugeriu que Bolsonaro, por debochar tanto de gays, possa ser gay enrustido, homem de outra época. Antigo irrealizado x Novo realizado?

O fato é que a “não-questão” continua a ser abordada, e, assim, começa a se tornar corriqueira, naturalizada pela repetição e por elegantes respostas ancoradas no mesmo mantra citado.

“O que é pior: gay ou rachadinha?”

Leite e Thalis: namorados fisicamente parecidos

Muito macho

Para uma “não-questão”, até que está rendendo.

Como uma parte da chamada grande mídia não consegue disfarçar que vê em Leite uma boa aposta, por razões que vão além da política convencional, a insistência na “não-questão” pode, talvez, ter alguma utilidade que escapa ao grande público.

Após a revelação, vez ou outra Leite posta fotos e vídeos de si com o namorado. Num vídeo, ele aparece em viagem de Porto Alegre até a casa de Thalis, em São Paulo. Em cenas no apartamento deste, Leite aparece doando dois cãezinhos, filhotes de Chica e Bento, que fazem companhia a ele no Palácio Piratini.

“Vai cuidar deles com todo o amor?”

“Vou.”

O vídeo parece comunicar, afastando o preconceito: “Sim, sou gay. Mas sou família, viram?!”

A mensagem subliminar parece ser: Se sou capaz de submeter-me sem medo ao sufrágio dos preconceitos, pode estar certo de que sou diferente de todos os que vieram antes de mim e até depois.

Vai colar? Não se sabe. Só isso bastará?

De qualquer forma, não se pode negar a determinação de pensar fora da caixa, pagar para ver. Como na história de Luis Fernando Veríssimo: um homem entrou em um bolicho de machões em Bagé vestindo calça balão, lenço no pescoço, camisa amarrada na cintura, pediu uma fanta uva, tomou-a com mindinho levantado e ninguém deu um pio. Explicação para o silêncio: para entrar ali daquele jeito tinha de ser muito macho.

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Impressões

Gosto de colher impressões de amigos para confrontar com as minhas. No caso, sobre a revelação de Leite.

Um, na faixa dos 50 anos, disse: “O brasileiro, sobretudo dos rincões, é conservador. Admitir a sexualidade foi um tiro no pé!”

Outro amigo, também na casa dos 50, opinou: “Quando mostraram o nó górdio a Alexandre, o Grande, para que desatasse, ele pegou a espada e cortou os nós. Antes dele todo mundo tentava desatar o nó górdio com as mãos e não conseguia. Então tudo é possível, desde que se pense fora da caixa. Dito de outra forma: Leite tem que fazer o eleitor pensar fora da caixa. Fazer o eleitor pensar em Bolsonaro e Lula como ultrapassados, como ele já fez o eleitor pensar a respeito das lideranças políticas em Pelotas. Eis seu desafio.”

Ouvi também um amigo de 90 anos. Ele disse: “Quando é que a gente ia imaginar que um político brasileiro fosse dizer em rede nacional eu sou gay e quero ser presidente do Brasil. Pelo que vejo, o mundo mudou.

Ainda não cheguei a uma conclusão. É tudo meio vertiginoso. Às vezes penso, com humildade, que Leite, 20 anos mais jovem do que eu, sabe de algo que eu não sei, algum sentimento dos novos tempos que me escapa.

Às vezes, quando canso de pensar, me vem o seguinte:

O brasileiro já elegeu tanto filho da puta pensando que era boa gente… Talvez agora decida variar, elegendo um homem sincero. De repente, sem nada a esconder.

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Especial

Faz bem a uma cidade pobre uma Câmara no Parque Una?

Como um imã siderúrgico, o Una vem magnetizando tudo em volta, uma força que desloca a percepção de como deveria ser uma cidade

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Atualizado: 00h22 | 27/10

No fim de semana passado, pela boca do presidente da Câmara, tucano Cristiano Silva, ficou-se sabendo que estava empenhado na construção de sede própria do Legislativo pelotense no Parque Una, bairro da Idealiza Cidades. Ele se entendeu com a colega tucana prefeita Paula Mascarenhas.

O dinheiro para construir a Câmara é da prefeitura (do cidadão), logo Paula é quem decidiu-se pelo Una. Silva apenas deu andamento, dentro do Legislativo, à decisão tomada pela prefeita. Agora já se sabe que bateram o martelo – AQUI. Será mesmo no Una.

Algumas vozes contrárias se manifestaram, mas foram vencidas.

Acadêmicos consideram o Una “bairro de elite, longe do centro, do povo e da prefeitura.” O Centro de Estudos Ambientais postou: “Estão ameaçando o acesso popular à Casa do Povo, aceitando que seja construída 5 km longe do Centro.”

Outros lembram como possibilidade o prédio do antigo Banco do Brasil, diagonal à prefeitura. Este seria ideal pela proximidade do Paço, mas, postergado, hoje é caso perdido.

Já proprietários de ruinosas construções advogam que a escolha da sede deveria recair sobre seus prédios tombados, pelos quais sempre requerem restauração com dinheiro público.

Questão de mercado

Pela demora na escolha do ponto e as muitas idas e vindas de comitivas a terrenos, hesitações ao longo de uma década, a sede do Legislativo virou uma questão de mercado, longe, isto sim, do seu significado original para a cidadania, um “edifício” onde a posição do Sol pouco importa ou deveria importar.

Há muitos anos, paga-se valor alto pela locação de um Casarão-Palácio na rua XV de Novembro, mais de R$ 40 mil. Não era boa solução. A nova é?

O problema central, creio, está na “ideia de palácio”, que começou quando locaram o casarão atual. Quando escolheram o casarão, o presidente da Câmara à época, Adalim Medeiros, do MDB, assim o definiu: “Um Palácio!” O problema está aí, nessa noção. E na prioridade geográfica dada ao Una, em detrimento de outros loteamentos e bairros.

Precisa Câmara com instalações ambiciosas em área urbana valorizada, no Una ou em outro loteamento que não foi lembrado? Faz bem à percepção social? Ambicioso, Silva quer mais: um prédio para abrigar 30 vereadores, 9 mais que hoje, uma meta longínqua, se não irreal.

Por lei federal, loteamentos devem reservar 3% da área para ocupação pública e, em contrapartida, oferecer redes de esgoto, drenagem, elétrica, custo de que o poder público fica desobrigado. Aí está, porém, o cerne da questão: o poder público pode ou não ocupar aquela área; mesmo podendo, deveria ocupar com uma Câmara?

Faz bem uma Câmara de cidade pobre localizada no meio de um bairro de alto padrão?

Câmara-Elefante

A Câmara pelotense vem se tornando uma máquina pesada: além de 21 vereadores, mais de 100 cargos de comissão, salas de comissões, estrutura de Televisão; uma TV, aliás, que ninguém vê, é só conferir a baixa interação da página nas redes, menor que nos sites de vendas de ferraduras para cavalos.

É muita estrutura para pouca entrega.

Mesmo que entregassem muito, as autoridades, penso, deveriam zelar pelo $ do contribuinte. Estamos tão anestesiados, que nos esquecemos do óbvio numa cidade majoritariamente de renda baixa.

Deveriam, entendo, reduzir os custos ao máximo. Usar instalações emprestadas da prefeitura ou de instituições, como já ocorreu, quando era no andar de cima da Biblioteca Pública. É assim nas cidades suecas, cujo modo de vida, minimalista, é inspiração para o Una.

Poderia ser uma casa mais modesta – com instalações funcionais e práticas.

Creio que uma sala confortável com baias de trabalho e recepção seriam mais que suficientes, além de banheiros. Gabinetes? Nos tempos tecnológicos, podiam muito bem ser as próprias casas dos vereadores. Nem falo de reduzir salário, embora considere ruim quando autoridades ganham acima da média da renda da população, como ocorre em Pelotas. Falo tão somente de uma Câmara adequada à realidade econômica do povo que habita a cidade, de maioria pobre.

Câmara está virando um elefante

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Aquele, entendo, deveria ser o parâmetro das decisões oficiais, que precisariam por princípio levar em conta o entorno social, a realidade que as envolve: redução de custos, como fazem as empresas produtivas; Câmara próxima da população; pobre, mas limpinha, e com o café bem doce. Paula e Silva não pensam assim.

No caminho oposto ao moderno mundo focado no essencial, na liquidez da vida, estão apegados à ideia de grandes instalações, plenários espaçosos (que diferença faz na representatividade de populares no recinto 10, 100 ou 1000 pessoas?), bandeiras de pavilhão, galerias de fotos de homenageados mirando horizontes incertos e, claro, máquinas xerox (sim, ainda usam).

Se acham que está sobrando $ para bancar um prédio para o qual já reservaram mais de R$ 10 milhões, fora manutenção, que sigam em frente. Que dirão os pelotenses? A gente imagina. Em suas peças, Shakespeare via o povo como um detalhe, um espectro de memória falha. Ainda veem assim. E sendo assim:

“Bora aquecer um pouco mais o mercado imobiliário com dinheiro do contribuinte!”

Impressionante como políticos decidem fácil o que fazer com o nosso dinheiro! Como fazer. Onde fazer. Impossível não pensar no significado e no custo moral de uma decisão desse porte.

Parque Una, onde a Câmara própria deverá ser construída

O Una ganha com a Câmara no bairro?

Como diz Fabiano de Marco, sócio na Idealiza, “a Câmara fará com que o Una deixe de ser um bairro residencial para se tornar um bairro da cidade”. Logo, a Idealiza Cidades ganha!

Ao decidir levar a Câmara para o Una, a prefeita impulsiona os negócios deste bairro em exclusivo. E por que logo um loteamento de alto padrão?

Fascínio compreensível, mas

É compreensível que o Una seja desejado e deseje. O bairro se expande bonito a olhos vistos e, embora voltado à maior renda, seu desenho urbano e a formatação da Associação de Bairro são vistos por muitos como uma solução urbanística capaz de influenciar positivamente a cidade.

Setores da Academia e outras pessoas não pensam assim…

O fato é: como um imã industrial, o Una vem magnetizando tudo em volta, uma força que desloca a percepção de como deveria ser uma cidade. Até empreendedores de outros estados vêm conhecer o projeto.

A comercialização vai tão bem que, além das 32 torres originais para o Una, a Idealiza erguerá mais 20 torres em área colada ao bairro. É um sucesso surpreendente. Ninguém podia imaginar que houvesse tanto dinheiro e crédito no mercado para tantas aquisições de alto padrão.

Associação de Bairro forte

O Una propõe o reencontro do homem com suas origens (áreas verdes, lago, pássaros, a natureza e o outro). É um local para quem pode pagar por um paraíso de bem-estar.

Por exemplo, pensando na manutenção do bairro, a Idealiza exige dos adquirentes, por escrito, e estes aceitam porque podem bancar, o compromisso de fazerem uma contribuição mensal para o caixa da Associação do Bairro. Com isso, os próprios moradores gerem o bairro autonomamente, livres de esperar por serviços públicos demorados, como precisa esperar a maioria dos pelotenses, cujas associações de bairro são pobres. A própria AB do Una troca lâmpadas, conserta redes de água etc., contando, inclusive, com serviço de segurança.

O Una foi concebido como um integrador colaborativo de desenvolvimento humano e profissional, e um indutor da autogestão do ambiente pelos que moram e trabalham nele. Trata-se de um bairro que tem como alicerce conceitos liberais, em que o estado (prefeitura), precário na oferta de serviços urbanos, é aliviado (a) de suas responsabilidades.

Como manter as 500 praças públicas de Pelotas com 10 jardineiros? Eis um problema que no Una não existe; o parque estará sempre bem podado por conta própria.

Indo para o bairro, a paisagem para os vereadores será de primeiro mundo. E com faxina garantida. Já o povão terá de ficar esperando pelos jardineiros incertos da prefeitura, em dias incertos.

Eu me pergunto então:

Faz bem para a sociedade esse descompasso logístico entre representados e representantes?

Faz bem para o sentido de cidadania?

Com a palavra, Cristiano

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Brasil & Mundo

Jefferson, o trágico, é internado em Bangu

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente para uma pessoa que se vende como “machão”

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Notícia da rede: A presidente interina do PTB, Graciela Nienov, foi às redes neste domingo pedir orações para Roberto Jefferson. “O ex-deputado foi internado no hospital penitenciário do complexo de Gericinó, em Bangu”, informou ela. “Roberto Jefferson teve que ser internado no hospital do presídio, com quadro de febre alta (39°C), pressão baixa (09/5), taquicardia (110bpm), dor na palpação na região do fígado, acúmulo de líquido nas pernas”. Jefferson foi preso em 13 de agosto. Ordem do ministro Alexandre de Moraes, no inquérito que apura a atuação de uma milícia digital contra as instituições democráticas.

***

Jefferson tem na personalidade traços marcantes de personagens trágicos.

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente em uma pessoa que se vende como “machão”; não à toa, por certo, seu amor pelo canto e pelas árias, apesar das postagens de si mesmo empunhando escopetas pesadas.

Uma espécie de barbeiro de Sevilha, um fígaro que canta alto e empunha navalhas.

Parece uma alma que se sentiu ofendida por uma aspereza qualquer que o deixou sem saída para o íntimo, a não ser viver e morrer em conflito.

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