Na forma ao menos, Leite difere de Waldomiro e Ivan

O líder do governo na Câmara, vereador Fabrício Tavares, do PSD, ex-PTB, chamou de oportunista e politiqueira a ideia de uma CPI para apurar possíveis fraudes na concessão de lotes e de apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida pela prefeitura, durante a gestão de Eduardo Leite.

Tavares alega que a CPI tem por objetivo “prejudicar a candidatura de Eduardo Leite ao governo gaúcho”. O advogado faz um nexo sem consequência, inclusive porque a Polícia Federal e a Promotoria investigam o caso faz um ano.

A sociedade soube da investigação depois da Operação Dominus, ocorrida na semana passada. Quarenta policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão e revistaram as casas e gabinetes dos vereadores Waldomiro Lima, do PRB, e Ademar Ornel, do DEM, da base do governo, onde recolheram computadores e documentos.

Jornalista Pablo Rodrigues, do Diário Popular, escreveu ótimo artigo nesta segunda-feira (11). Diz que a Câmara tem papel fiscalizador e que vereadores devem exercê-lo, pois o caso é grave.

Pablo argumenta com lógica.

Os vereadores podem ajudar a trazer à luz informações que, por ora, polícia e justiça não estão prestando publicamente, sob a alegação de que a investigação ocorre sob sigilo da justiça.

Leite, Ivan e Waldomiro: na aparência, estilos diferentes

A surpresa inicial

O que, de saída, despertou atenção foi que o ex-prefeito Leite aceitou entregar o cargo de Secretário de Habitação e Regularização Fundiária a uma pessoa indicada pelo vereador Waldomiro.

A pasta foi criada por Leite também.

A Secretaria lida diretamente com pessoas pobres, famílias que anseiam por moradia própria. Uma pasta cuja direção, portanto, jamais poderia ser entregue a afilhados de vereadores, nunca por razões de natureza política, mas sim por motivos técnicos. Para afastar de saída o risco de ser usada com finalidades populista e eleitoral.

Ivan, indicado por Waldomiro para dirigir secretaria criada por Leite

Em discurso, tucanos consideram “populismo” uma atitude vulgar num político. Ocorre que na prática, no caso de Waldomiro, Leite tomou uma decisão em dissonância com o discurso.

Aceitou que Waldomiro, que não tem qualificação técnica para lidar com assuntos de habitação e regularização fundiária, indicasse um afilhado político (o biólogo Ivan Vaz) para dirigir a pasta.

Ivan, indicado de Waldomiro, tb não possui qualificação técnica para a função que ocupou no governo Leite, quando as supostas fraudes apuradas pela promotoria e pela PF teriam ocorrido.

Ivan e Waldomiro alegam inocência.

Na aparência, há diferença entre os estilos de Leite e de Waldomiro e Ivan. No vídeo abaixo, essa aparente diferença salta. Nele, Waldomiro conta sua trajetória na política.

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Author: Da Redação

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