“Prefeitura sabia de insegurança dos exames de pré-câncer desde 2015”, dizem médicos e enfermeiros

A prefeitura enfrentou mais um revés nesta quarta-feira (22), na questão dos exames de pré-câncer.

Em depoimento à CPI da Câmara de Vereadores, médicos e enfermeiros que assinaram memorando entregue à prefeitura em 2015, cientificando a Secretaria de Saúde da insegurança dos exames, confirmaram as informações.

“A prefeitura sabia do problema desde 2015, quando entregamos o memorando. Ainda assim, não tomou providências para investigar a suspeita”, afirmaram Marta Zambrano, Rodrigo Siqueira e Adiles Kirinus (médicos) e Gerusa Appel, Francielle Lima e Fuente e Elisabete Fuente (enfermeiras).

Outros posts sobre o caso

Segundo eles, além do memorando de alerta, o assunto era tema corrente nas reuniões, que contavam inclusive com a presença de gestores administrativos da Secretaria, um gerente ou um integrante da Rede Bem Cuidar.

Como as suspeitas continuaram, em julho de 2017 o grupo voltou a procurar a secretária de Saúde, Ana Costa, para relatar o problema.

Como Ana Costa não reagiu, os profissionais redigiram novo memorando com a denúncia e o entregaram na Secretaria de Saúde. Mais uma vez, segundo eles, a prefeitura se manteve em silêncio, sem prestar resposta formal.

Mesmo sem resposta formal, segundo eles, a prefeitura determinou uma vistoria da Vigilância Sanitária ao Laboratório SEG, mas que esta limitou-se a uma vistoria das condições de funcionamento, não dos exames.

Perseguição

As enfermeiras Gerusa, Elisabete e Francielle contaram que, após o envio do memorando de 2017, a prefeitura as transferiu de unidade. Todas foram obrigadas a deixar a UBS Bom Jesus, onde trabalhavam há vários anos.

Elisabete, por exemplo, trabalhava na UBS Bom Jesus há 15 anos. Mesmo assim, foi transferida para UBS Obelisco.

“Não pedi transferência, não queria sair. A comunidade fez até abaixo-assinado para que eu permanecesse, mas disseram (prefeitura) que precisavam de mim em outro lugar”, afirmou Elisabete.

Depois meses depois do segundo morando, Gerusa foi transferida para a UBS Dunas.

Já Francielle foi transferida para a UBS  Barro Duro.

Author: Da Redação

1 thought on ““Prefeitura sabia de insegurança dos exames de pré-câncer desde 2015”, dizem médicos e enfermeiros

  1. A transferência dos que denunciaram mostra a diferença de tratamento dado aos funcionários e a uma prestadora de serviço.
    Não é a primeira vez que ouço que aqui em Pelotas (incluindo o SANEP) funcionários perderam cargos ou foram transferidos em situação semelhante.

Deixe uma resposta