“Não é na bala que se resolve”, diz o vídeo da campanha de Alckmin, com endereço óbvio.
Não é mesmo na bala que se resolve, ao menos não naqueles casos em que há pelo menos uma saída.
Agora, cá entre nós: também não é presenteando com bolo de açaí uma convalescente de câncer, como ele fez no vídeo de hj à noite, que se deveria fazer uma campanha. A moça veio do Pará se tratar em São Paulo e sentia saudade de acaí.
Alckmin é médico. Como pode um profissional assim protagonizar um filme de interesse pessoal e partidário tendo como coadjuvante uma pessoa naquela condição?
O papel de “pessoa boa” é um dos mais tristes em um político. Há uma “mendicância” no desempenho, qq coisa que subtrai a confiança na humanidade.
No Alckmin que vi hj o político suplantou o médico. O ator suplantou o político.
* A embalagem do bolo parece uma caixa de coleta por causa da postura física do candidato.
