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Brasil & Mundo

Um palpite sobre o crescimento do partido Novo

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Eu costumava me deixar levar pelas emoções de uma campanha eleitoral. Uma vez, entrevistando um executivo de um cassino de Las Vegas, pedi um “conselho para os jogadores”. Ele respondeu: “Jogue com a cabeça, não com os pés”. Pois eu votava então com o coração, não com a cabeça.
 
Votei duas vezes no Lula por vingança social, achando que repararia injustiças seculares. Era uma coisa da época, não só do termo etário, mas “daquele tempo”.
 
Hoje em dia os brasileiros parecem não votar mais por vingança. A esperança venceu o medo no jogo de ida, mas vem perdendo o jogo de volta. O brasileiro parece (será?) estar estendendo que não há vingadores que sustentem uma causa; de que, enfim, não é a emoção que resolve as coisas.
 
“Não se resolve as coisas à bala”, lembrou ainda, outro dia, um comercial da campanha do Dr. Alckmin (fornecedor de bolo açaí para convalescentes de câncer, em comercial que busca seduzir pela emoção), com recado para Bolsonaro. Não é mesmo à bala que se resolvem as coisas. Na política, elas vêm sendo resolvidas com Ministério Público no cangote.
 
Aliás, nesta quarta-feira (5), o próprio Alckmin foi denunciado por improbidade. Os procuradores detectaram irregularidades nas campanhas do tucano em 2010 e 2014, quando foi eleito para governar São Paulo, e pedem a cassação de seus direitos políticos. A acusação aponta que o humilde e bom entregador de bolo de açaí teria recebido R$ 10 milhões da Odebrecht, via caixa 2, para as campanhas de 2010 e 2014, e mais R$ 8,3 milhões não declarados à Justiça.
 
Hoje em dia o PSDB se reduziu a um espelho do PT. Se em vez do PT, tivessem sido 13 anos de PSDB em Brasília, os escândalos teriam outros protagonistas, bico doce petista, bico longo tucano, mas sempre um bico, uma chupeta ou um duto. É uma questão de escala, como relembra a denuncia do MP contra Alckmin em nível estadual.
 
Eu sei muito bem que tucanos, em quem cheguei também a votar, são iguais aos petistas no modus operandi: eles se aliam a qualquer um que lhes garanta maiores espaços de propaganda e poder, pagando o apoio com cargos de indicação política, cujos danos estamos pelados de saber, inclusive em Pelotas, pelo que acontece por ex., no precário Sanep, cuja folha foi onerada em mais de R$ 2 milhões anuais, no governo atual, com a criação de 17 cargos de confiança destinados a alojar os amigos do PTB.
 
Eis mais uma vergonha pela qual já não se envergonham (o PTB ocupa a vaga de vice do candidato tucano ao Piratini).
 
Cansada da falta de princípios, da ausência de nitidez das ideologias partidárias, muita gente, presumo, tem claro que os partidos convencionais não passam de uns “conversadores”. Uns tipos que, de costas para a realidade, insistem, por exemplo, na triste mania de fazer campanhas calcadas no apelo infantil da emoção, não na razão.
 
Não à toa, creio, candidatos do partido Novo vêm crescendo “apesar” de sua ideologia claramente liberal (de liberdade econômica padrão americano de Estado menor) ser vista como ave rara no Brasil. Talvez a aceitação venha ocorrendo, talvez, porque não há neles qualquer resquício de intenção de fazer o eleitor chorar por uma emoção barata, nenhuma emoção. Nesse caso, o brasileiro estaria se dando conta de que esse caminho não funciona. É uma possibilidade.
 
As intervenções dos candidatos do Novo atendem exclusivamente à razão, como fazem João Amoêdo, candidato ao Planalto, e Mateus Bandeira, postulante ao Piratini. Não que não haja emoção presente. A diferença que vejo no Novo é que, nesse partido, assim como as ideias precedem os candidatos, a razão prevalece sobre a emoção, o que, por si, é algo a aplaudir e reconhecer num País onde os políticos gostam tanto de mentiras convenientes.
 
Os candidatos do Novo falam a VERDADE, DOA A QUEM DOER. É o que eles dizem. Dizem também que a verdade, uma vez aplicada, vai doer mais em quem goza hoje de privilégios, em benefício do conjunto da população.
 
Minha vaga impressão é de que o brasileiro pode estar começando a entender que, para ter um país verdadeiramente próspero e emancipado, precisa votar com a cabeça, não com o coração, muito menos com os pés.
 
Tipo assim: “Para se alcançar a magia na vida, não há mágica. Há muito trabalho pela frente”.
 
Com menos estado e impostos e maior liberdade econômica para empreender. Em resumo, sem o governo burocratizando e empatando a nossa vida. E sem roubar o nosso suado dinheiro. Será?

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Justiça do Rio manda Eduardo Leite excluir vídeo que cita Chico Buarque

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Do Conjur: Como o cantor Chico Buarque não autorizou que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), publicasse imagens do artista em redes sociais, o 6º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro reconsiderou decisão anterior e concedeu liminar para ordenar que o político retire o material de suas páginas.

Chico Buarque

Em 13 de setembro, o juiz Fernando Rocha Lovisi negou a liminar por entender que não estavam presentes os pressupostos legais e por ser necessário ouvir as partes. Porém, o juiz revogou essa decisão e concedeu a liminar neste domingo (19/9), impondo multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

“Realmente, equivocada foi a decisão de folhas 28. Melhor examinando os autos, a utilização da imagem e nome do autor [Chico Buarque], vinculados e em benefício do primeiro réu [Eduardo Leite], nas redes sociais, está comprovada. Tal utilização não é da vontade do autor, conforme explicado na petição inicial e no pedido de reconsideração. Assim, a permanência da publicidade indevida será de difícil reparação para a imagem e nome do autor”, avaliou Lovisi.

No vídeo publicado em suas redes sociais em 7 de setembro, Eduardo Leite — que tenta ser o candidato do PSDB a presidente em 2022 — prega o fim das polarizações políticas. O governador diz que o verde e o amarelo da bandeira não são do presidente Jair Bolsonaro ou do ex-presidente Lula, mas dos brasileiros.

Leite diz que é preciso respeitar as diferenças e conversar, sem conflitos, com os que pensam de forma distinta. “Basta ver em Chico Buarque e Sérgio Reis duas belezas musicais, e não só duas escolhas políticas. Basta lembrar que nós, assim como eles, somos todos brasileiros”, aponta Leite no vídeo.

Chico Buarque é apoiador do PT, próximo de Lula. Por sua vez, o cantor sertanejo Sérgio Reis é bolsonarista. Recentemente, foi alvo de busca e apreensão ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes devido a sua participação na divulgação de pautas antidemocráticas relacionadas aos atos de 7 de setembro.

Processo 0203211-23.2021.8.19.0001

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Bolsonaro e comitiva comem pizza na rua em Nova York

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Proibido de entrar em restaurantes em Nova York, por não estar vacinado contra a covid-19, o presidente Jair Bolsonaro comeu pizza na rua, juntamente com a comitiva brasileira, neste domingo, 19.

Ao lado dele, o ministro do Turismo, Gilson Machado, aparece com a cueca por cima da camisa.

JB participará da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil abrir a lista de oradores da conferência.

Ministro do Turismo com a cueca por cima da camisa

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Prévias tucanas: Yeda Crusius rejeita Leite e declara apoio a Doria

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A ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, atual presidente nacional do PSDB Mulher, definiu seu candidato nas prévias tucanas para definição do candidato a presidente da República pelo partido.

Ela recusou apoio a Eduardo Leite, governador do RS.

Preferiu João Doria, governador de SP, a quem declarou voto.

As prévias tucanas durarão dois meses. Começam nesta segunda-feira, 20.

Campanha de Doria comemora apoio de Yeda

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