O que é um “esquerdino”

Para quem não gostou do post “Um certo tipo de eleitor de Bolsonaro“, também temos opinião sobre o sujeito de esquerda “Radical”, que a gente chama de “Esquerdino”:

É um tipo estranho. Embora não admita em público, é parente do Pelotino; na verdade, se parecem muito. Ninguém como o Esquerdino ou o Pelotino para conhecer o que é bom na vida, desde uma charqueada fina como a Santa Rita até um charuto Monte Cristo.
 
No dia-a-dia, os ambientes do Esquerdino são os sindicatos, as universidades, os botecos pés-sujos e outras quebradas onde pode praticar suas habilidades de camaleão.
 
Ele gosta que o vejam como um tipo elevado. Ele se sente acima dos mortais, nós, pessoas comuns, que “não entendemos nada de política”. Para ele, nós, que estamos preocupados apenas em estudar e trabalhar, somos inferiores por isso – não nos damos conta da exploração a que somos submetidos por líderes que não pertencem às facções deles.
 
O Esquerdino despreza o mérito dos outros; ele o faz, no fundo, porque ele próprio não possui mérito nenhum, nenhum talento, nem violão, toca. Diferente de nós, ele se “torna alguém” somente quando pertence a alguma facção política – se for clandestina, melhor, por causa do charme – sim, porque ele, o charme, o ajuda a impressionar os incultos.
 
O Muro de Berlim caiu, o mundo mudou, os conceitos mudaram, a internet realizou o sonho anárquico, mas o Esquerdino resiste em seus conceitos. Ele diz que não adianta contra-argumentar conosco, pois, diferentemente deles, nós não detemos os segredos sobre a ordem das coisas que só eles detêm.
 
Todo mundo sabe, mas o Esquerdino acha que ninguém sabe que ele se infiltra em todas as rodas apenas com o objetivo de tentar descobrir as fraquezas dos outros, para estruturar suas “ações estratégicas de conquista”.Cada momento de sua vida é um ato político. Está sempre ocupado em uma “tarefa”. Para ele, todos estão sempre tramando algo. É um paranoico. Toda sua energia é ocupada em identificar inimigos – ou seja – aqueles que não pensam como ele.
 
Tudo o que o Esquerdino quer, no fundo, é um emprego no governo de outro Esquerdino, onde possa acomodar sua ausência de talentos disfarçada de triunfo. Também é um nepotista. Se puder, emprega os irmãos: os de sangue e os de facção. E depois, por quatro anos, sai a desfilar por aí sua nulidade com ares de grande coisa. Ou de Zorro, aquele que tira dos ricos para dar aos pobres, sua fantasia preferida.
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Author: Da Redação

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