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Opinião

Mensagens falam em entrega de 1,5 milhão a ex-assessor do governo Alckmin

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O Estadão informa que trocas de mensagens obtidas pela Polícia Federal, no âmbito da investigação sobre propina da Odebrecht, dão detalhes do repasse de R$ 1,5 milhão a Sebastião Alves de Castro, ex-assessor da Secretaria de Planejamento do governo Geraldo Alckmin.

Castro, que nega envolvimento, é mencionado em conversas de funcionários da Transnacional, empresa apontada por um doleiro como responsável pelas entregas coordenadas por Marcos Monteiro, o MM, operador do caixa 2 da campanha do tucano em 2014.

Enquanto Alckmin derrete nas intenções de voto, as denúncias contra sua gestão se avolumam.

 

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Eleições 2022

Leite presidente!?, perguntam. Não duvido de nada

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Atualizado: 15h48 | 22/10

De vez em quando me perguntam, por ser jornalista, se acredito que Eduardo Leite vencerá as prévias tucanas. Mais longe, indagam se o jovem pelotense de 37 anos, atual governador do RGS, tem chance de ser eleito presidente da República. Faz tempo que parei de menosprezar quem quer que seja, principalmente os que sobem a rampa do Planalto.

Tudo é possível, até mesmo, como as pesquisas vêm apontando, a volta do Lula. Mais: segundo um Instituto (não lembro o nome, pois têm surgido às pencas), “Lula é, para a maioria dos entrevistados, o líder mais apto a enfrentar a corrupção no governo”. Duvidar de quê?

Se Leite levar a vaga de candidato, terá vencido algo mais: uma tradição. A tradição da força de São Paulo, estado mais rico economicamente, mais poderoso politicamente, mais influente. Será possível? Há quem pense que sim; há quem pense que não é possível. Até onde pode chegar o ex-suplente do ex-vereador Cururu?

Cururu criticava os políticos, inclusive colegas; acabou cassado por quebrar o decoro, ao protagonizar uma estonteante sessão de vodu em plenário, vestindo uma túnica branca e uma coroa de espinhos. Ele arrancou alfinetes de bonequinhos que representavam os colegas vereadores, encontrados em um caixãozinho de madeira no porão da Câmara. Nunca se soube quem depositou o caixãozinho no porão, quando e o motivo. Nem por quê Cururu se lançou numa empreitada cênica tão espinhosa, ao ponto de perder o mandato. Ao perdê-lo, quis o destino que “abrisse a porta” aos cargos eletivos para o suplente Eduardo Leite.

Na sequência EL se elegeu vereador pelas próprias pernas, prefeito e governador. Antes de ir morar no Piratini, perdeu só uma eleição, para deputado estadual, em 2010, ficando na sexta suplência.

Leite

Qualidades próprias EL certamente têm, já deixou claro, inclusive pela sua intimidade com os círculos do poder, incluindo a chamada grande mídia, que vê nele uma boa aposta para o País. De qualquer forma, para quem gosta das coisas esotéricas, não deixará de ser interessante, se Leite um dia acordar no Alvorada, imaginar que tudo tenha começado com um vodu. Já pensou?

Cururu na histórica sessão

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Brasil & Mundo

Não faz bem descer tanto

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Por mais inclassificável que seja o presidente Bolsonaro em suas condutas pessoais, como debochar de doentes sem ar, creio que há um limite nas abordagens jornalísticas que não se deve atravessar.

A ironia está aí para ser usada, até porque ativa a inteligência.

A capa da Istoé, associando Bolsonaro a Hitler, é um exemplo de mau gosto, de descer ao nível rasteiro de quem pretende atacar.

Não faz bem a ninguém descer tanto. Eu diria, também, que é pobre, burro.

As atitudes do presidente falam por si.

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Opinião

Os escabriados. Por Montserrat Martins

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Um jovem gaúcho que vá se aventurar nas praias do Nordeste, com uma mochila nas costas, tem chances de encontrar algum pescador que lhe alugue um quarto e acabe se tornando próximo como se fosse um amigo de infância. Poucos povos abrem suas casas para estranhos e travam amizade com tanta facilidade quanto o nordestino.

Viajando pelo Norte, eu esperava encontrar o mesmo tipo de pessoas, até porque a ocupação humana da Amazônia foi em grande parte por migração de nordestinos, incentivados pelo governo e atraídos pelo ciclo da borracha, no século passado. Mas a verdade é que são povos diferentes, no Pará ou no Amazonas as pessoas são mais reservadas, não se abrem tanto com estranhos, em geral.

“Escabreado” (se pronuncia escabriado) foi o termo que aprendi lá, para definir esse jeito de ser, que em gauchês seria algo tipo “ressabiado”, “sestroso”, ou seja, um tanto desconfiado, que fica mais reservado, observando até conhecer melhor. Uma das causas possíveis é que muitos foram enganados e até trabalho escravo sofreram, alguns desses imigrantes, no século XX.

A Psiquiatra e a Psicologia brasileiras ainda não exploraram esse assunto desafiador, as causas dessa diversidade, uma espécie de “tipologia” de características psicológicas regionais. Mas as Ciências Sociais já ensaiaram esse estudo, Darcy Ribeiro por exemplo identificou cinco grandes regiões culturais do país, que chamou de Brasil Crioulo (litorâneo, do Rio até o Maranhão), Caboclo (o do Norte), Sertanejo (dos sertões do Nordeste), Caipira (do interior do Sudeste e Centro-Oeste) e Sulino.

Cada região tem características próprias, tanto que alguns querem que o Sul seja o seu país, já houve alianças entre São Paulo e Minas (“café com leite”) e por aí vai. Mas dentro de cada região há sub-regiões, como a rural e a urbana (do interior à região metropolitana). Além das diferenças entre os gêneros, é claro (entre mulher e do homem gaúchos, por exemplo), e as culturas próprias de cada etnia, dos povos originários indígenas ou afro-brasileiros ou de imigrantes europeus ou asiáticos.

Essas múltiplas culturas, deste país-continente, também estão “juntas e misturadas” na nossa cidade, ambiente de trabalho, amizades, laços familiares. Vale a pena o esforço de compreender porque ficamos escabriados, ressabiados, diante de estranhos cujas diferenças desafiam nossa compreensão.

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