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#Elenão: artistas e artistas

Estamos testemunhando a polêmica #Elenão. As protagonistas são atrizes e cantoras tão belas qto medíocres de produções que rebaixam esteticamente as artes, muitas vezes fazendo uso de subsídios e renúncia fiscal.

Pense em Chaplin, gênio da cultura.

Uma vez na América, o imigrante inglês nunca fez uso de uma Lei Rouanet, porque é coisa exótica nos Estados Unidos.

Fez mais de 80 filmes com dinheiro privado, primeiro de companhias de cinema nas quais era empregado, depois com seu próprio dinheiro, quando criou a própria Cia., a United Artists.

Veja como são as coisas!

“Artistas” que vulgarizam a cultura se opõem a um candidato que rotulam de homofóbico, racista, misógino e outras alcunhas (o cara não é Santo, mas tb não é demônio, como elas querem fazer parecer). Sem suor e sem criatividade, querem anular o potencial desse com adjetivos decadentes.

Já Chaplin foi enxotado dos EUA para o exílio por causa de seu suposto comunismo, mensagens que o governo achava que ele comunicava em seus filmes – expulso do país onde construiu sua carreira com o suor de sua própria testa.

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Até em matéria de perseguição, o Brasil é comodista. Nos EUA, o FBI precisou de milhares de páginas de relatório até expulsar Chaplin, que, após muitos anos pagando mais da metade de seus lucros ao Imposto de Renda, obteve asilo na Suíça, onde a carga de IR é menos voraz.

Foi recebido de braços abertos em solo suíço porque as luzes de sua cidade pessoal eram mundialmente reconhecidas como belas obras de Grande Artista, enquanto nas obras das brasileiras artistas a beleza se resume à própria beldade física, própria também de uma elite estética e social.

No Brasil não ocorrem artistas de dimensão mundial como Chaplin, assim como quase não ocorrem artistas que ganham a vida com visão empreendedora privada, como ocorreu com o inglês na América, pois aqui, você sabe, é o Brasil.

Chaplin precisou se superar para continuar filmando e existindo como artista. Já as belas atrizes e cantoras locais não precisam se superar para continuarem suas “carreiras”, e é por isso que em geral, para elas, o fim próximo se anuncia quando passam dos 30 anos.

Chaplin manteve sua influência por mais de 50 anos. Ao morrer, aos 88 anos, eterno por um lugar na posteridade garantido há muito, continuou a dar lucro e ser celebrado. Até hoje rende dividendos, agora em benefício de estranhos, com suas imagens, por exemplo e inclusive, sendo impressas em canecas facilmente encontradas no Mercado Livre.

Já o destino habitual das artistas do #Elenão costuma ser, num dia qualquer, antes mesmo da meia idade, testemunhar a própria reaparição em reprises do Vídeo Show, quando eram belas e um pouco iludidas também a respeito da realidade da vida como ela é ou, pelo menos, deveria ser.

PS:

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Complementando…
Chaplin não precisou de Lei Rouanet. Seu talento se impôs no mercado, e não se vulgarizou apesar disso (é um caso raro de artista ‘pop’ que NÃO se vulgarizou).
 
Sobre os benefícios de uma Lei Rouanet para artistas que encontraram mercado (Sertanejos, por ex.), é um equívoco. Sou contra, claro.
 
Já quanto aos artistas de ‘bar’, me perdoem se pareço rude, mas, se fossem grandes artistas, não seriam ‘de bar’. Dizendo de forma diferente, o bar é o tamanho de seu mercado, e não é necessariamente ruim que seja assim, nem sinal de que eles sejam ruins artisticamente.
 
Por outro lado, vejam o Procultura, fundo cultural da prefeitura: há vários casos de financiamentos a produções de baixa qualidade artística. Por ex, perguntem nas livrarias sobre livros financiados pelo Procultura. Vão encontrar umas trivialidades que simplesmente não vendem porque ninguém se interessa, bancadas com dinheiro dos nossos impostos. Faz sentido?
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