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Opinião

Segundo turno antecipado

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Por Renato Sant’Ana

O segundo turno de 2018 foi antecipado e o eleitor vai escolher entre um candidato que representa a corrupção, e outro que (embora às vezes de um jeito meio arrevesado) vem combatendo toda espécie de desmando.

De um lado está Fernando Haddad, o ponta de lança de um plano comandado de dentro da cadeia. Ele, que responde a cinco processos por improbidade, foi escolhido para representar a turma da mais gigantesca corrupção já vista no planeta, merecendo figurar no Guinness Book.

Do outro lado está Jair Bolsonaro, cuja imagem é muito mais enxovalhada por cair na provocação dos adversários do que propriamente por sustentar ideias impopulares. Há 27 anos, exercendo o mandato de deputado, ele denuncia a degradação moral usada como estratégia de poder, o autoritarismo programático e a corrupção sem limites do lulopetismo.

Mesmo para quem não gosta da figura de Bolsonaro, encontrando nele pontos criticáveis, o dilema está posto: (1) votar em Bolsonaro e produzir uma ruptura do sistema; ou (2) dar um aval à corrupção lulopetista.

Bolsonaro pode não ter o perfil de estadista ideal. Aliás, ele próprio já se declarou um homem simples. O problema é que Fernando Haddad foi escalado para reeditar a grossa corrupção que (apenas em parte) a Lava Jato revelou. E o projeto do PT é, declaradamente, implantar no Brasil uma ditadura igual à da Venezuela.

“Brasil, mostra a tua cara!”, diz Cazuza. No dia 7, o eleitor vai mostrar a cara: dirá se quer corrupção ou um Brasil decente. É segundo turno antecipado. Votar em qualquer dos outros candidatos é infantilidade, para dizer o mínimo.

3 Comments

3 Comments

  1. Thiago

    05/10/18 at 17:26

    Abolir 13º e ferias remuneradas? Em que mundo vivem os petistas? Não sabem que existe a constituição brasileira que veda a extinção desses direitos (cláusulas pétreas). Utilizam esses argumentos hipócritas para iludir a parcela mais pobre da população, o que alias é especialidade deles… Dizem que vão apoiar a lava-jato, mas quando surge mais uma bomba de corrupção contra integrantes do partido são os primeiros a alegar que estão sendo injustiçados, coitadinhos, mesmo com amplo direito de defesa em 1ª, 2ª instância, recorrendo ao TSE, ao TSF e com as condenações mantidas ou ampliadas… todos os juízes de alto nível estão errados, apenas eles estão certos …
    Argumentam que o Bolsonaro estimula o ódio, mas esquecem que ele é fruto de uma insatisfação generalizada da população pelo desgoverno de 14 anos de PT que se encerrou com mais de 70% de rejeição da Dilma… Alias eles que se dizem do amor esqueceram os episodios de ódio de seu lider que fala “mulheres de grelo duro”, “descer a porrada nos coxinhas” ou dos repórteres espancados em seus comícios, do manisfestante que teve traumatismo craniano quando agredido por um filiado do PT, do patrimônio público depredado em suas “manifestações”, do apoio ao MST que destrói muitas propriedades que invade, do Toninho e do Celso Daniel assassinados sem solução… E mais recente do atentado contra Jair Bolsonaro (que inclusive era farsa não é…), agora o criminoso que deu a facada tem 3 advogados de ponta e ninguém sabe quem paga, ah se todos os pobres tivessem essa regalia…
    Mas enfim nada disso é culpa deles, no mundo da fantasia em que vivem o país tem dinheiro para fazer milhões de programas sociais, aumentar ainda mais os gastos públicos, criar estatais e cabides de emprego, aumentar os benefícios da previdência e continuar sua tremenda revolução na educação com centenas de formandos (que não sabem português nem o básico de matemática).

  2. Roberto Soares

    04/10/18 at 09:00

    “E o projeto do PT é, declaradamente, implantar no Brasil uma ditadura igual à da Venezuela.”
    O argumento é raso e desprovido de provas ou indícios.
    Mais sustentável é o argumento de que Bolsonaro deseja implementar uma ditadura fascista, só não vê quem não quer.
    O PT cometeu e vem pagando pelos erros que cometeu.
    Até onde se sabe, é um partido que segue existindo, logo, está no cardápio para quem se interessa em votar nele.
    A questão é: pela terceira vez (sendo o impeachment de Dilma, que era mesmo inepta, a primeira; e o apeamento tempestivo de Lula da corrida eleitoral a segunda), querem subtrair do contexto a vontade da maioria.
    Então, ruptura haverá, de todo o modo, com ou sem Bolsonaro: se o PT vencer, não levará, e com o apoio, ao que tudo indica, da elite silenciosa e dos pobres de ‘direita’.

  3. Roberto Soares

    04/10/18 at 08:55

    Que as pessoas odeiem o PT e queiram evitá-lo, eu respeito, mas não compreendo inteiramente (o PT não detém o monopólio das corrupção, é o único grande partido cujos líderes foram ou estão presos, mesmo diante de fartas provas – provas mesmo, não indícios à Moro – de que MDB, PSDB e outros têm de líderes corruptos soltos…).
    Agora, dizer que Bolsonaro “combate todas as formas de corrupção (mesmo de forma arrevesada)”, é leviano.
    Leviano a uma porque há Wal do Açaí, há a escalada patrimonial do patrimônio do filho (432%), há a propina da JBS (R$ 200.000,00, confessados e que ele estornou ao partido para que este ‘lavasse’ o dinheiro, repassando a ele), há o auxílio-moradia tendo imóveis onde residia… Enfim, basta usar o cérebro (e não a bílis) e ver.
    Mas em 1933, muita gente, numa nação europeia, também optou por se cegar à escalada do discurso de ódio…
    Como dizer que ele é pró-família se casou três vezes (e infernizou ao menos uma das esposas a ponto de ela fugir para a Noruega)?
    Como dizer que é cristão, se prega o ódio às minorias?
    Ele e seu vice ameaçam a democracia questionando de antemão o resultado das eleições.
    Ele e seu vice ameaçam abolir 13o., férias remuneradas e outras garantias trabalhistas.
    Veja a mentalidade de quem o apoia: Luciano Hang, dono da Havan, que ameaça seus empregados caso a esquerda vença…
    Enfim, a torrente de PROVAS, não ‘meras’ evidências, mostra que optar por Bolsonaro (e não por QUALQUER OUTRO) começa a desafiar a inteligência e a capacidade intelectual de quem nele vota e não compactua com suas práticas.
    O voto é livre, mas depois que os que nada fizeram não reclamem do que vier, e, dentro de sua capacidade e mérito, suportem o que seu futuro (des)governo aponta que será.
    Para algumas pessoas, viver bem parece ser ver “a bolsa em alta e o dólar em queda”.
    Normalmente, não viajam pro exterior.

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Cultura & entretenimento

O filme mais insano da carreira de James Wan: Maligno

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Madison (Annabelle Wallis) passa a ter sonhos aterrorizantes de pessoas sendo brutalmente assassinadas. Ela acaba descobrindo que, na verdade, são visões de crimes enquanto acontecem. Aos poucos, ela percebe que esses assassinatos estão conectados a uma entidade do seu passado chamada Gabriel. Para impedir a criatura, Madison precisará investigar de onde ela surgiu e enfrentar seus traumas de infância.

James Wan é, sem dúvidas, um dos cineastas de terror mais importantes dessa geração. Responsável por iniciar franquias como Jogos Mortais e Invocação do Mal, Wan sempre inova em seus projetos.

Até mesmo os maiores clichês do gênero são reinventados e executados com perfeição em sua filmografia. Aqui, o diretor mantém suas características e homenageia subgêneros como o slasher e o Giallo, de Dario Argento. Há, ainda, referências ao cinema trash e aos filmes de horror japoneses. Por mais que a produção tenha os seus defeitos, a jornada está repleta de sequências de tirar o fôlego.

Maligno é o tipo de filme que, quanto menos soubermos, melhor. O roteiro de Akela Cooper, com uma história de James Wan e Ingrid Bisu, explora uma trama cheia de reviravoltas que deixam o espectador angustiado com o que está acontecendo com a protagonista.

Através de um thriller investigativo sombrio e repleto de nuances sobrenaturais, a jornada de Madison começa logo após um grave incidente. A partir daí, um intrigante quebra-cabeça é apresentado e nada parece fazer muito sentido. Enquanto isso, mortes violentas vão se acumulando ao redor de Madison. Aliás, a revelação do mistério apresenta-se como um dos mais chocantes e surreais plot twists do ano.

Visualmente impressionante, o filme tem uma estética própria, com uma paleta de cores vibrante, onde o vermelho do sangue e o preto da escuridão se contrastam criando uma atmosfera assustadora. Também se destacam sequências ousadas e filmadas de forma magistral, em cenas de ação brilhantemente coreografadas.  

Maligno é o filme mais insano da carreira de James Wan, e deve agradar não apenas os fãs do gênero. Um filme de terror cheio de reviravoltas e que consolida James Wan como um dos grandes contadores de histórias de terror em Hollywood.

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Brasil & Mundo

Encantado e desencantado

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Encantado ganhou destaque nacional em tempos de pandemia, com a construção do Cristo Protetor que havia iniciado em 2019 mas seguiu a pleno em 2020 e 21. A primeira necessidade humana é sobreviver, a segunda é ser feliz, e essa iniciativa atende a ambos instintos.

Numa crise de saúde e empregos, muitas pessoas se apegam a fé. Já as pessoas em condições melhores buscam outras necessidades, como lazer e turismo, que essa bela construção também proporciona.

A história é interessante, foram terras doadas por três famílias para a Prefeitura de Encantado com a finalidade específica de construir a estátua do Cristo, mas o poder público não gastou nada na construção, custeada pela própria sociedade da cidade, organizada na Associação Amigos do Cristo (AAC), recebendo doações de pessoas, empresas e entidades, para um orçamento de mais de 2 milhões de reais. Será a maior estátua de Cristo no Brasil, quase 5 metros mais alta que o Cristo Redentor.

A obra vai atrair turistas para o Vale do Taquari, tendo como atrativo um elevador que leva a uma linda vista panorâmica da região, e já é um sucesso midiático, com brincadeiras do Prefeito do Rio de Janeiro no twitter e até do jornal inglês The Sun, de que a iniciativa vai “ofuscar” o Cristo Redentor. Para a inauguração, prevista para o final de 2021, além do Prefeito do Rio será convidado também o Papa Francisco.

As necessidades humanas vão além das mais básicas como emprego, saúde e educação, fé e lazer também são importantes para a saúde emocional. A pessoa pessimista, trancada em casa, acuada pela pandemia, entra em sofrimento, ansiedade, depressão. E os ambientes cujo atrativo é a natureza, as paisagens, são os mais saudáveis, até porque não envolvem aglomerações, são passeios ao ar livre.

Estamos todos encantados com Encantado, justificando seu nome. Mas desencantados com Porto Alegre, onde o potencial turístico do Guaíba até hoje recebeu apenas a “nova Orla” mas nada que atraia turistas, tal como a linha turística que o Aeromóvel propôs do Gasômetro até o Pontal, não liberada ainda, que sequer geraria gastos públicos, seria custeada por investidores.

Porto Alegre tem morro à beira do Guaíba mas não tem teleférico, como Camboriú, outro exemplo de turismo. Resulta que os milhões de turistas que vão a Gramado (que já chegou a ser de 8 milhões de pessoas por ano) sequer param em Porto Alegre, apenas desembarcam do avião na capital, Agora nem mais isso, pois a TAM anuncia um voo direto entre São Paulo e Caxias do Sul, tirando Porto Alegre definitivamente do mapa turístico.

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Brasil & Mundo

Aumenta a desconfiança do brasileiro com Judiciário, MP e STF, diz Datafolha

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Conjur: A confiança do brasileiro não derreteu apenas em relação ao presidente Jair Bolsonaro, seu modo de governar, o Congresso e os partidos políticos, segundo a última pesquisa do Dafafolha, feita entre os dias 13 e 15 de setembro.

Instituições como Judiciário, Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal também perderam prestígio com o eleitor, de acordo com levantamento feito em todas as regiões do país, presencialmente com 3.667 pessoas, em 190 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O instituto detectou aumento da desconfiança, por exemplo, no Ministério Público, que costumava ser bem avaliado pela população, até por conta das operações “heroicas e espetaculosas” no auge midiático lavajatista. Neste mês, disseram que não confiam na instituição 30%, ante 23% em julho de 2019.

Entre os que confiam muito no MP, hoje são 15%, ante 23% em 2019. Ao menos 53% disseram confiar um pouco. Eram 52% em 2019.

O Judiciário também não se saiu bem neste levantamento: 31% dos entrevistados disseram não confiar na instituição (eram 23% em julho de 2019) e outros 51% informaram confiar um pouco (48% em 2019). Os que confiam muito são 15%, ante 24% anteriormente.

Alvo predileto do presidente Bolsonaro e de seus seguidores, o Supremo Tribunal Federal também perdeu prestígio. Não tanto quanto o mandatário do Executivo. Se em julho de 2019 31% não confiavam na Presidência da República, hoje são 50%.

Já o STF registra 38% de desconfiança. Eram 33% há dois anos. Outros 44% confiam um pouco (eram 47%) e outros 15% (eram 17%) disseram confiar muito na Suprema Corte.

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