Gritos na noite de Porto Alegre

Assombroso! Às 22:10 da noite deste 28/10/2018, poucas horas após a eleição do novo presidente, gritos com a tonalidade do desespero fazem o Centro Histórico de Porto Alegre parecer um grande hospício. Abro a janela. Tento entender. Distingo nitidamente: “Ele não!”

É impossível saber como iniciou um tão horrendo espetáculo. De minha janela nada é identificável. Não é um coro. Predominam vozes femininas. É como se umas respondessem aos gritos das outras. Patético!

Tremenda incivilidade. Logo outros gritos se misturam, quando janelas se abrem e outras vozes respondem – algumas em tom debochado. A conotação partidária é óbvia.

O fato é inquietante. Dá uma impressão ruim: aqueles que perderam as eleições presidenciais parecem não ter grandeza, nem respeito, nem
mínima compreensão do que verdadeiramente é democracia.

É um lembrete: a esquerda fará de tudo para conflagrar o país. Seguirá apostando no caos. Tudo fará para impedir a governabilidade. É sempre assim! A esquerda guia-se pela bússola do ódio e ainda recorre ao estratagema de dizer que são os outros que disseminam o ódio. Mas
precisamos mudar esse desígnio.

O presidente eleito, apontando a necessidade, firmou o o propósito de unir a nação. Mas somos lembrados de que a tarefa será dificultada por aqueles cujo interesse é o poder, nada mais importando, ainda que custe o sofrimento do Brasil.

Agora, quem é a esquerda? São basicamente os dirigentes dos partidos. São eles que estruturam um discurso agressivo e desagregador. Não podem ser confundidos com os muitos milhões de eleitores que votaram no PT.

Precisamos acreditar que, entre os quase 45% de votantes de Fernando Haddad, haja uma maioria com bons sentimentos e plenamente capaz de
viver de modo fraterno.

É de se conclamar a essa maioria que não escute o discurso rancoroso, incivil e desajustado que seu candidato fez depois do resultado das
urnas. A campanha acabou! Há um presidente legitimamente eleito! O Brasil deve estar acima das paixões, das vaidades, do embate pelo poder,
acima dos interesses partidários.

Há um desafio para quem quer viver na virtude, seja eleitor de quem seja: brindar o que estiver a seu alcance para vencer o clima de ódio
que se espalhou. Deixemos de lado o infantil desejo de ter uma identidade “de esquerda” ou “de direita”, rótulos que nada agregam.
Façamo-nos brasileiros. Usemos nossa energia para construir um país melhor. Comecemos por mudar o vocabulário e empregar palavras inusuais
no embate partidário: esperança, perdão, fraternidade e altruísmo.

Que a virtude prevaleça!

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Author: Renato SantAna

1 thought on “Gritos na noite de Porto Alegre

  1. Discordo. Ninguém prega odio e depois clama por apaziguar ânimos. A direita quer guerra , quer exterminar a oposição, quer mebospremen, impedir manifestações que são democraticas. Se é isso que quer, tera a guerra que quer. Quem morrer por último vence. A guerra está apenas começando.

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