‘Schlee passou para o outro lado’. Por Geraldo Hasse

Geraldo Hasse

“Schlee passou para o outro lado”. É tudo que se pode dizer para resumir a história do escritor Aldyr Garcia Schlee, falecido aos 83 anos no feriado de 15 de novembro.

Artista plástico e professor de direito, ele foi sobretudo um operário das letras que construiu uma série brilhante de contos, novelas e romances ambientados na fronteira do Brasil com o Uruguai.

Escreveu coisas mirabolantes sobre Gardel, Jaguarão, Melo e Don Fructuoso Rivera.

Tinha uma queda por tipos populares que viviam no limite entre o ser e o não ser, o senso e o non sense, o dito e mal entendido, o possível e o impossível e todas essas coisas típicas das fronteiras.

Um cara genial que ria de si embora se levasse mucho en sério. Dá para entender?

Tudo isso sem falar da gloriosa camiseta canarinho que desenhou em 1954.

Ele adorava a celeste olímpica. Amava o Brasil de Pelotas. Foi colorado até o fim.

A ilustração desta nota foi um dos últimos exemplares de sua imortal criação de camisetas.

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Author: Da Redação

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