E agora? Por Djalma Filho

ARTIGOS DE LEITORES |

Djalma Filho |

2018 acabou, a sucessão foi feita, foram empossados o novo presidente, seu vice e seus ministros, os novos parlamentares em fevereiro iniciam seus mandatos legislativos. E agora?

Vejo uma certa confusão. Na campanha, todos falavam a mesma língua. Após a posse, nota-se um desencontro de opiniões e declarações.

No quesito das declarações, estão obscuras as verdadeiras intenções da reforma previdenciária, que ao que parece tem sob mira o lado mais fraco, ou seja, continua a máxima do déficit ser culpa dos menos favorecidos. Não se faz alusão às verdadeiras aberrações previdenciárias, muito menos às indecentes aposentadorias de políticos.

Obscuros também são o papel e principalmente a presença de certos personagens da velha política no novo governo, espera-se neste caso que o Planalto consiga realmente controlar tais figuras.

Se dá mais atenção a assuntos menos importantes como o caso da posse de armas para o cidadão de bem do que a assuntos importantes como o da Previdência que atinge a totalidade dos brasileiros.

Com certa tristeza vemos alguns novos parlamentares se valendo de artifícios antigos para conseguir lideranças regionais de seus partidos e fazendo declarações demagógicas tais como: Economizarei R$ XXX.XXX,XX, não alugando veículos e coisas do tipo, alardeando tais atitudes aos quatro ventos. Seria mais sensato e proveitosa a elaboração de um Projeto de Lei que estendesse isso a todos os parlamentares.

A tarefa é imensa, não será fácil, esperamos que o nível da política brasileira se eleve e se aprimore no decorrer da gestão, até o momento existe uma nítida desarticulação do lado vencedor.

Os brasileiros esperam clareza e atuação consistente dos poderes para a solução de problemas crônicos da nação, espera-se nada mais nada menos do que a recuperação substancial dos valores subtraídos da nação, o ataque prioritário a privilégios indevidos, o desaparelhamento de setores da administração pública nos três poderes como as primeiras medidas que visam sanear a situação legada dos governos social democratas e esquerdistas como os das últimas gestões.

A partir daí as reformas profundas devem ser realizadas, o Brasil apostou no novo governo esperando por mudanças.

E agora, senhor presidente?

 

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