Santa Casa responde sobre falta de medicamentos na Oncologia

Material enviado pela prefeitura |

A Secretaria de Saúde de Pelotas tem recebido, desde a semana passada, reclamações específicas sobre a falta de alguns medicamentos para pacientes oncológicos, que fazem quimioterapia no Ceron da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas.

A Prefeitura não realiza a compra desses medicamentos, que estão incluídos nos serviços de quimioterapia contratualizados com dois hospitais: Santa Casa e Hospital Escola (HE/UFPel).

Como as reclamações são estritamente de pacientes da Santa Casa, a Prefeitura solicitou à instituição esclarecimentos específicos sobre o assunto.

Segue o posicionamento da Santa Casa:

“O Ceron da Santa Casa de Pelotas conta, em média com 810 pacientes em tratamento oncológico, sendo 240 quimioterápicos e 570 nos demais tratamentos.

Por questão dos atrasos de repasses de recursos públicos estaduais, no ano de 2018, a situação financeira do hospital vem se agravando, o que traz maior endividamento, junto ao sistema bancário e aos fornecedores.

Com isso, dependendo do laboratório, a aquisição fica condicionada ao pagamento de parcela da dívida de outros serviços prestados, dificultando o fornecimento de medicamentos oncológicos.

A Santa Casa de Pelotas, então, passa a realizar novas pesquisas a procura de outros fornecedores para garantir a aquisição dos referidos medicamentos.

No entanto, os acordos de pagamentos e o tempo de entrega são variados trazendo, por vezes, atrasos na disponibilidade da medicação para os pacientes.

Não existe a falta de medicamentos e sim a dificuldade de aquisição de alguns deles, pelas razões expostas anteriormente. Os medicamentos mais comuns, para esta situação, são: Leuprorrelina, ONCO BCG, Anastrozol, Etoposideo, Fulvestranto e Vinorelbina.

Tais medicamentos são distribuídos para 10 pacientes do tratamento quimioterápico e para cerca de 130 pacientes dos demais tratamentos.

Enquanto esses medicamentos não chegam ao hospital, os pacientes permanecem aguardando. O tempo médio de espera é de 10 dias, contudo, o paciente vem recebendo sua medicação dentro do período mensal de tratamento.

Cabe destacar, também, que há, em média, 15 pacientes por mês que deixam de buscar seu medicamento, apesar de estar disponível, prejudicando a continuidade do tratamento oncológico.

Esta situação de atrasos da aquisição e entrega dos medicamentos vem ocorrendo a cada 3 meses. De forma complementar, o hospital faz contatos com outras instituições hospitalares a fim de suprir a entrega de tais medicamentos aos pacientes, em eventuais casos de urgência, por meio de empréstimo e posterior devolução.

No momento, a previsão de chegada dos medicamentos é para o próximo dia 28 de janeiro, após ser efetuado o repasse dos recursos públicos, previsto para o dia 25 de janeiro.

A normalização do serviço é prioridade da Direção da Santa Casa, no entanto, pelos motivos expostos, tendo em vista principalmente os atrasos dos repasses dos incentivos estaduais (referentes a setembro, outubro e novembro de 2018, totalizando em torno de R$ 750 mil), o processo de aquisição e de entrega de medicamentos oncológicos fica prejudicado”.

Fonte: Assessoria de Comunicação e Marketing da Santa Casa

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