Férias com os seus filhos: É preciso

Não há sensação mais agradável do que chegar em casa e ter o abraço confortável dos seus familiares. O dia de trabalho, ou mais um dia de batalha pode ter sido extremamente intenso e por muitas vezes, com situações inesperadas. E assim seguimos trabalhando; felizes, não muito, mas certos de que amanhã estaremos lá, novamente, tentando sempre fazer o nosso melhor. A vida nos ensinou assim, com a mesma excelência de um bom professor.

Neste entrevero diário, ainda precisamos ter todo o cuidado com o que vamos ofertar aos nossos filhos. Quando for necessário tomar uma decisão, não devemos nos esquecer: eles possuem uma energia jamais vista e não querem saber se você está cansado. Para brincar, eles têm fome de leão, você pode acreditar.

Devemos levar como regra, que o dia que passou jamais será recuperado com os nossos familiares. Se você ficou satisfeito com o “pedaço” que lhes foi proporcionado, com certeza, todos também ficaram. Uma nobre ação, muitas vezes, pode ser notada apenas na força de uma palavra e não somente num determinado esforço físico.

Filhos chegam em nossas vidas para somar. Em poucos segundos, eles mudam o nosso conceito de pensar, ditando o teor de preocupação que devemos ter com algumas questões. Retornemos, então, ao primeiro parágrafo e o real sentido daquelas palavras.

No prosseguir da nossa caminhada, uma pequena pausa para férias. Precisamos de um tempo para reorganizar os nossos pensamentos, descansar os nossos corpos e mentes, enfim, saborear o gostoso momento de “não fazer nada”. Mas, quem disse isso? E eles (filhos)? Então, mãos à obra…
Seja qual for o destino: viagem, praia, campo ou nossa própria casa, nossos filhos também estão de férias. O que um dia chamamos de “período de descanso”, já não faz mais parte de nós. É bom lembrar, que suas escolas nos “abandonaram” em dezembro e só retornarão em fevereiro, março (mas os boletos desses meses fechados precisam ser pagos, mesmo não sabendo, até hoje, por qual motivo).

Tudo pronto! Carro devidamente testado, cadeirinhas bem revisadas, música alta e uma marchinha que me arrepiava da cabeça aos pés, por não ser um amante de locais quentes: “praia, praia, praia”. Aquela cantoria de dentro do carro tinha como instrumento, qualquer coisa que pudesse ser tocada. Minha esposa ditava o ritmo e eles a seguiam, como um hino. Viajamos tranquilos, brincando e conversando por longas horas de prazer.

Chegando ao nosso destino, tínhamos pouco tempo, por diversos motivos. Precisávamos agir rápido, uma vez que, a viagem para eles foi longa, desgastante e desconfortável. Porém, nada que um gostoso lanche não recarregasse, inexplicavelmente, suas energias. Eles pareciam ter dormido dois dias e duas noites completas.

“Pegar as cadeiras, não se esquecer das toalhas e verificar o guarda-sol. Por onde anda o protetor solar? E os brinquedinhos de praia? Pronto! Tudo certo, para o começo das nossas ‘férias’. Retornar para a casa. Limpar os brinquedinhos de praia, guarda-sol e cadeiras. Dar um gosto banho neles. Tomar um banho bem apressado. Pensar na janta… Concluído, com todo o sucesso, felicidade e cansaço, o nosso primeiro dia de férias”.

Por outro lado, o mais espetacular de todos, lá estavam eles sorridentes, eufóricos e ansiosos pelo o segundo dia… Seus rostos, já um pouco bronzeados, era o resultado animado das “férias com os papais”, ou das “férias dos papais”.
E assim aconteceu até a hora do nosso retorno. Nossos semblantes pareciam de um pós-guerra

severo. Mas, os nossos corações vibravam de alegria e gratidão, por poder proporciona-lhes algo em que ficará em suas memórias.

Independentemente do local ou do tempo de suas férias, faça com os seus filhos. Este momento não tem preço e será revertido para você, com amor, num futuro bem próximo.

Marcelo Oxley é Jornalista

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