A enquete sobre a verba dada pela prefeitura aos carnavalescos

A mais recente enquete do site teve 1305 votantes. Como não é pesquisa, óbvio, não tem valor científico formal. Mesmo assim, considerando que o site é acessado majoritariamente pelos extratos mais letrados, a enquete reflete a visão das camadas menos pobres.

A enquete revelou que 88% dos votantes consideram que a prefeitura não deve destinar recursos públicos para as entidades carnavalescas; 12% consideram que deve destinar.

Um Carnaval pelotense que se foi

Comentário da redação

É verdade que a verba dada neste ano é menor que a verba destinada anualmente pela prefeitura em outros carnavais – cerca de R$ 2 milhões no passado, R$ 350 mil neste ano. O ponto central, porém, é conceitual.

Por menor que seja a quantia, a maioria entende que o poder público não deve dar dinheiro para aquele fim, que a responsabilidade integral deve ficar a cargo das entidades carnavalescas.

Nossa folia, além de esteticamente pobre apesar dos esforços, perdeu a magia do passado. Não atrai mais a classe média e média-alta, não mobiliza espontaneamente a multiplicidade social nem movimenta a economia. Hoje em dia, nos hotéis, há vagas de sobra. O modelo se esgotou.

Deduz-se, portanto, que a prefeitura mantém a ajuda financeira por razões culturais e políticas.

A prefeitura parece não recusar verba porque abandonar uma “tradição” é um custo eleitoral considerável. O custo, no caso, é visto como lucro, mesmo que apenas em termos políticos.

Para ter ideia, um membro da Associação de Carnavalescos da cidade ocupa cargo de confiança de direção da Rodoviária, mesmo que sem ser um especialista no tema Transporte.

 

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