Em longo texto, Prefeitura fala de ‘melhorias na drenagem do Laranjal’

Do site da prefeitura – Desde o início da semana, equipe do projeto Mão de Obra Prisional (MOP) da Prefeitura atua na limpeza de valetas e tubulações no Laranjal. No momento, eles trabalham na retirada de resíduos na avenida Arthur Augusto Assumpção. A drenagem de toda a parte sem asfalto da via – cerca de um quilômetro – será requalificada, o que deve reduzir os problemas com alagamentos no entorno.

Segundo o chefe de setor da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), Cláudio Faria, o grupo já recuperou mais de 120 metros de valetas e tubulações, e está agora entre as ruas Triunfo e Novo Hamburgo. O trabalho só não é mais rápido porque há alguns trechos bastante entupidos. Em alguns pontos é necessário quebrar as tampas de esgotamento para acessar os canos.

No entanto, mais tarde, a SSUI construirá novas caixas de esgoto. “Em alguns casos, só assim para acessarmos a tubulação. Mas depois vamos refazer tudo novamente, os moradores podem ficar tranquilos”. Conforme Faria, não há prazo para finalização do serviço. “Vamos fazer toda a extensão e tudo depende de como estará a tubulação daqui pra frente”.

Atualmente, 11 apenados do regime semi-aberto do Presídio Regional de Pelotas fazem parte do MOP, projeto do Pacto Pelotas pela Paz. Sete atuam na equipe de drenagem, enquanto outros quatro trabalham em outros setores da Secretaria.

Desafio

Com uma área de quase 24 quilômetros quadrados, o Laranjal oferece uma série de desafios, já que a maioria das ruas não são asfaltadas e muitas casas não contam com sistemas de drenagem efetivos.

Há casos em que a habitação foi construída sobre canais naturais de escoamento, impedindo o fluxo das águas e potencializando o acúmulo de água, principalmente, quando são contabilizados grandes volumes de chuva.

Só em janeiro, Pelotas registrou mais de 390 milímetros de precipitações, o que impactou na manutenção de ruas e avenidas, e resultou em alagamentos em vários pontos da cidade, incluindo o Laranjal. Segundo o secretário de Serviços Urbanos e Infraestrutura, Jeferson Dutra, outro fator agravante é a proximidade do lençol freático da superfície, praticamente nivelada com a Lagoa.

Devido a isso, o solo é naturalmente muito úmido e a ocupação de áreas de banhado por moradias – como observado no Valverde e no Pontal da Barra –, acaba forçando a água a buscar outros caminhos. “Pode colocar o melhor aterro. A água vai surgir em outro lugar, até pela característica do solo.”

Solução

Pensando em reduzir ao máximo o problema de alagamentos no Laranjal, a Prefeitura aposta na tecnologia. Conforme o Sanep, está em processo de licitação a implantação de uma nova bomba na Casa de Bomba do bairro. Orçada em R$ 320 mil, o equipamento vai aumentar em três vezes a capacidade de drenagem. Além disso, só nos últimos dois anos, foram investidos aproximadamente R$ 380 mil na substituição e limpeza dos filtros anaeróbicos na beira da praia.

Entre 2017 e 2018, a autarquia também recuperou e retificou canais na avenida Espírito Santo e nas ruas Morro Redondo e Nova Prata, sem contar a instalação de tubulação no entroncamento da avenida Antônio Augusto Assumpção, com a rua Santo Ângelo, indo até o canal da Nova Prata.

Mais investimentos

Recentemente, a Prefeitura entregou à comunidade do Laranjal, a avenida Espírito Santo, no trecho situado entre as avenidas Senador Joaquim Augusto Assumpção e Rio Grande do Sul. A via, famosa pelos alagamentos, recebeu profundas intervenções de drenagem nas travessias, no canal aberto, nas laterais do canteiro central, onde foram construídas redes novas de tubulação subterrânea dos dois lados, e junto aos meios-fios.

O canal da Espírito Santo desemboca no da rua Vinte e Nove, que conduz as águas até a casa de bomba. Para otimizar a vazão, o contrato de requalificação da Espírito Santo absorveu a substituição de todas as travessias da Vinte e Nove, padronizando a tubulação, garantindo a fluidez e melhorando a drenagem no entorno.

As obras na avenida ficaram sob responsabilidade da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), que agora trabalha nos projetos de revestimento complementar da Espirito Santo e total da rua Vinte e Nove, até a casa de bomba. “Vale dizer que este projeto está sendo feito a pedido do Sanep”, ressalta o secretário da pasta, Roberto Ramalho.

Passado e presente, uma relação simbiótica

Para o secretário Jeferson Dutra, engenheiro por formação, o fato de obras como a da Espírito Santo e da rua Vinte e Nove terem qualificado a drenagem na região mostra que a questão é muito mais estrutural e vem de muitos anos, quando não havia fiscalização ou regras para as construções. “O efeito disso estamos vendo hoje. A ocupação de áreas de banhado está tendo impacto direto na vida dessas pessoas e o poder público precisa demandar valores altos para resolver.”

Patrola

Além dos balneários Santo Antônio e Valverde, ruas do Balneário dos Prazeres e da Colônia Z-3 também estão com muitos buracos. O solo não tem suportado os altos volumes de chuva e a Prefeitura, através da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura, precisa se desdobrar para atender todos os bairros da cidade.

“A Prefeitura está alerta e focada em atender as demandas da comunidade na medida do possível, dentro da realidade financeira do Município, que não é das melhores”, garante Jeferson Dutra. Hoje, a prioridade são as ruas e avenidas por onde os ônibus circulam. Depois destas serem recuperadas pelo serviço de patrola, será a vez das transversais receberem patrolamento.

Obrigado por participar.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.