‘Shopping enfrenta retração das vendas’, diz lojista

Lojistas do Shopping Pelotas que pedem para não ser identificados afirmam que lideranças do varejo pelotense estão temerosas com a chegada da Havan a Pelotas, cuja loja, segundo seu proprietário, Luciano Hang, será inaugurada até julho próximo.

Estariam com receio da concorrência daquela loja de departamentos, um problema extra aos que enfrentam hoje.

Que problema seria, segundo os lojistas? Este: “Infelizmente, o movimento no shopping Pelotas não vai bem”.

Um deles disse que o movimento em sua loja sofreu uma retração de 50% nas vendas em 2019 e arriscou que a média geral de queda ficou no mesmo patamar.

“Tirando as lojas-âncoras (Riachuelo, Renner, Pompéia, Pernambucanas, Americanas e a Centauro, semi-âncora), que não sei da situação, todos estamos passando aperto hoje, e por isso a vinda da Havan traz uma preocupação grande. Particularmente, não me incomoda a concorrência, que considero essencial para a sociedade, mas nem todos sentem assim”.

“Eu estou pensando em sair do Shopping e reabrir em outro ponto – porque percebi que o Shopping tem um problema de planejamento. Todo ele foi concebido em torno da Praça de Alimentação, único setor que vai bem, no centro de um quadrado enorme. Nos demais shoppings, aquelas praças ficam ou no subsolo ou no último piso, o que faz com que os visitantes percorram as lojas, olhem as vitrines, sejam estimulados ao consumo, antes de alcançar a praça e na volta dela. Na minha opinião, o projeto arquitetônico foi um erro estratégico do qual ninguém se deu conta”.

“Deixo claro que falo por mim. São impressões minhas constatadas no dia-a-dia”.

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