Prefeitura respira ar rarefeito como o alpinista Muller

Depois de escalar o Monte Everest até o topo, o pelotense Cristiano Muller desceu a geleira.

Ele reapareceu na cidade outro dia, para uma palestra no Salão Nobre da oficialidade local intitulada “Suba o seu Everest”.

A uma atenta plateia, falou sobre os obstáculos e perigos que enfrentou ao longo dos 74 dias de subida ao cume da montanha, onde o ar é rarefeito.

A gente – aqui no site – está publicando a notícia com atraso. É que, no dia da palestra, ninguém soube avaliar com exata precisão aonde estava o fato mais importante na aventura.

Considerando os dois extremos do percurso, cume e sopé, notáveis pelas discrepâncias, a dúvida se instalou e perdurou até hoje, quando então, como que por encanto, lá foi a ficha despencar até cair dentro do cerebelo.

A grande notícia, da mais elevada significação, foi Muller ter conseguido descer, pé por pé, do ponto mais alto da Terra, viajar pelo céu, pousar, trafegar sobre o asfalto rumo à sua cidade natal e, enfim, palmilhar pedras seculares até alcançar as escadinhas do prédio da prefeitura, com o objetivo de dar uma aula aos gestores municipais de como encontrar a coragem necessária para escalar seus Everestes particulares, em benefício da vida pública.

Verdadeiro herói!

Os gestores ficaram agradecidos, uma vez que sobrevivem num cenário de sufoco financeiro, curiosamente respirando ar rarefeito na planície, à espera de um tubo de oxigênio que seja, sobre o qual praticamente têm a certeza de que não chegará em 2019.

Hão de sair dessa, com a graça dos céus.

© Rubens Spanier Amador é jornalista.

Facebook do autor | E-mail: rubens.amador@yahoo.com.br

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