Promotora reforça que não houve erros nos exames de pré-câncer

Da GaúchaZH – A notícia de que o IGP (Instituto Geral de Perícias) não havia encontrado falhas nos exames de pré-câncer de Pelotas, dada em primeira mão pelo Amigos de Pelotas, foi repercutida pela Gaúcha ZH.

O gripo ouviu a promotora Rosely de Azevedo Lopes, que cuida do caso. Ela disse que o único exame discordante está dentro da margem de erro seguida pelos padrões médicos.

“Isso indica que não houve amostragem. Está tudo dentro do que a literatura médica determina”, disse a promotora.

Todas as 196 lâminas são da Unidade de Saúde Bom Jesus, local de onde surgiram as denúncias sobre supostas irregularidades cometidas pelo laboratório Serviço Especializado de Ginecologia (SEG).

Em julho de 2017, seis profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros da UBS, enviaram memorando para a Secretaria de Saúde de Pelotas, preocupados com possíveis irregularidades no processo, que poderia estar sendo realizado por amostragem.

A promotora afirmou que os exames analisados pelo MP são do período de um ano, entre meados de 2017 e meados de 2018. O MP recolheu 17 mil amostras analisadas entre janeiro de 2017 e junho de 2018.

A promotora disse que, assim como os exames da Unidade Bom Jesus, parte desse material deverá ser analisado. Rosely adiantou que o MP deve pedir a manifestação da prefeitura de Pelotas e do laboratório, dando continuidade ao processo.

“O que se conclui até agora é que não houve em absoluto qualquer erro crasso. Não houve absolutamente nada disso. — defendeu.
Rosely disse que deverá conceder entrevista coletiva na próxima terça-feira (19) para dar mais detalhes sobre o apontamento do IGP. O laudo deve ser apresentado na data.

A advogada Christiane Ualt, que representa o laboratório SEG, afirmou que o resultado preliminar do IGP corrobora com o posicionamento de que a “empresa é inocente”.

“Nós estamos muito tranquilos, pois esse resultado só corrobora com aquilo que sempre foi dito a respeito do laboratório. Sobre a inocência dele”, comentou.

Christiane destacou que as próximas analises pericias devem seguir o mesmo caminho desse primeiro resultado, afastando a possibilidade de que o procedimento tenha sido realizado por amostragem.

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