Lava Jato da Educação vai investigar Sistema S, mesmo que financia o Festival de Música

Os primeiros alvos da “Lava Jato da Educação” serão o Prouni, o Pronatec, o Sistema S, as bolsas de ensino a distância e as universidades federais, noticia a revista eletrônica Crusoé.

O Sistema S, no caso um de seus braços, o Sesc em parceria com Fecomércio, por curiosidade e na parte que nos toca, é o responsável, por exemplo, pela realização em Pelotas, há 10 anos, do Festival Internacional de Música de Pelotas, prestigiadíssimo, onde nunca houve problema algum denunciado.

O que é o Sistema S

O que é o Sistema SO chamado Sistema S é o conjunto de instituições corporativas voltadas a treinamento profissional, pesquisa e assistência técnica e social. Ao todo, são nove instituições (todas iniciadas com S -daí o nome), estabelecidas pela Constituição Federal, cada uma voltada a uma área de atuação, como indústria, comércio, agronegócio e cooperativismo.

Cada órgão de serviço tem seu nicho e objetivo.

Dois tratam da indústria: o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), mais antigo deles, voltado à qualificação de mão de obra, e o Sesi (Serviço Social da Indústria), voltado ao aperfeiçoamento do ambiente de trabalho.

Também há dois para o comércio: o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio), mais numeroso deles, voltado à mão de obra, e o Sesc (Serviço Social do Comércio), responsável pela área de lazer dos afiliados.

Para o desenvolvimento de pequenos negócios e microempreendedores, há o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas); para a mão de obra agrícola, o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), e também o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), o Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e o Sest (Serviço Social de Transporte), voltados às respectivas áreas.

Como funciona o financiamento (e o que o governo tem a ver com isso)

As empresas pagam a contribuição fiscal ao governo e parte dos recursos é repassada para a entidade patronal (por exemplo, a CNI, se for uma indústria), que a repassa integralmente para o sistema S (no caso da indústria, Senai e Sesi). É um tributo pago pelas empresas que poderia ir para o governo. A diminuição desta contribuição, feita compulsoriamente pelas empresas, já foi debatida em diferentes governos, em especial em época de crise. Além disso, o sistema S também tem outras fontes de recursos, como a cobrança de alguns cursos.

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