URGENTE: ‘EXAMES FEITOS PELO IGP SÃO INSIGNIFICANTES’, DIZEM ATIVISTAS

Abaixo, nota do grupo Mobilização pela vida das mulheres pelotenses enviada ao site

IGP DIVULGA RESULTADO DE AMOSTRA INSIGNIFICANTE DE EXAMES PERICIADOS FORA DO PERÍODO DENUNCIADO

Das 17 mil lâminas recolhidas do Laboratório SEG há sete meses, IGP reanalisa apenas 196. Dá para confiar?

O Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul divulgou o primeiro resultado das perícias realizadas nas lâminas recolhidas do Laboratório SEG. Das 17 mil lâminas recolhidas há mais de sete meses, esse primeiro resultado refere-se a apenas 196, e dessas, apenas uma mostrou alteração. Enquanto se precipitam conclusões que vão de comemoração a atestados de certeza de inocência, a Mobilização Pela Vida das Mulheres Pelotenses segue com as mesmas dúvidas, afora a indignação e luto pelas vítimas que essa provável fraude já produziu.

As 196 lâminas periciadas pelo IGP representam apenas 1,15% do total de 17 mil lâminas recolhidas passíveis de reanálise. Esse percentual está muito aquém até mesmo da amostragem segura prevista pelo Dr. Cesar Victora a pedido da Prefeitura, que era de 2.100 lâminas. QUEM DEFINIU QUE ESSA AMOSTRAGEM TÃO PEQUENA ERA REPRESENTATIVA A PONTO DE CONCLUIR RESULTADO E AINDA SER DIVULGADA?

Soma-se a isso o fato crucial de que essas 196 lâminas NÃO SE REFEREM AO PERÍODO DENUNCIADO PELOS SERVIDORES DA UBS BOM JESUS POR MEMORANDO à Secretaria Municipal de Saúde em 2017.

Não é difícil perceber que é impossível Pelotas ter zerado os casos de câncer de colo uterino em qualquer período. Porque os casos se acumulam, mulheres morreram em decorrência da doença dentro do período denunciado e o próprio SUS está tratando mulheres com câncer de colo uterino desenvolvido nesses últimos anos.

Mais: Um dos pontos salientados pela médica ginecologista da UBS Bom Jesus em depoimento à “falecida” CPI dos Exames Citopatológicos na Câmara de Vereadores (Regina Laura Dutra, em 29/08/2018), para além da ausência de carcinomas nas amostras analisadas, era A PADRONIZAÇÃO DOS LAUDOS como NORMAL. Esse é o principal questionamento daquela equipe de médicos e enfermeiros. E permanece sem resposta! O Papanicolau ou CP não identifica apenas câncer, mas diversas outras alterações. E os laudos dos exames do período que vai de 2014 a 2016 eram praticamente iguais, sem alteração alguma, para todas as mulheres “NORMAL”.

SEGUIMOS PERGUNTANDO: Quem responde pelas mortes de Greice Dóro, Emanuele da Silva e dona Ieda de Ávila? Quem responde pela saúde deteriorada das mulheres agora doentes que têm em mãos laudos falsos-negativo?

Certamente as respostas não estão neste laudo parcial e precipitadamente divulgado do IGP. Exigimos seriedade no trato dessa questão. Exigimos justiça para as mulheres pelotenses vítimas do falso-negativo nos exames pré-câncer.

É #PelaVidaDasMulheres pelotenses!

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