‘Chove Não Molha’, referência da afirmação da cultura negra na cidade, completa 100 anos

Clube é uma referência da afirmação da cultura negra na cidade

Para comemorar os cem anos do Clube Cultural Chove Não Molha, a direção da entidade promoverá um coquetel, nesta sexta-feira (22), em homenagem aq pessoas importantes na trajetória da instituição, entre elas ex-presidentes, ex-rainhas, além das atuais tituladas.

Na ocasião, também serão descerradas placas comemorativas ao centenário. No dia 26, aniversário do Clube, ocorrerá uma Sessão Solene na Câmara de Vereadores.

O coquetel inicia-se às 20h, é aberto ao público com convite individual ao valor de R$ 25,00 e mesa para quatro pessoas ao preço de R$ 100,00.

A Comissão Pró 100 anos vem trabalhando intensamente, desde agosto quando foi formada, no intuito de resgatar a história do Clube, que foi um importante ponto de resistência da etnia negra no município, afirma a representante da Comissão, professora Maria Helena Silveira.

Várias atividades já foram desenvolvidas em comemoração ao centenário do Clube, como um painel que tratou sobre a importância da representatividade negra nos cem anos, eleição e almoço para coroação das 23 tituladas, que passam agora a representar a entidade em festas na sede, e junto a outras entidades sociais.

Outra festividade é o Happy Hour com o Grupo Samba da Amizade, serviço de copa e salgadinhos, realizado sempre duas vezes ao mês, no final da tarde, às sextas-feiras. “A nossa intenção é fortalecer o Clube, mesclando uma diretoria com a juventude e também com a velha guarda”, diz o coordenador da Comissão, José Gabriel Duarte da Silva. “Para isso, teremos ainda vários eventos ao longo deste ano”, antecipa.

No dia 17 de março, o Chove Não Molha faz o seu baile de Carnaval, com a participação de rainhas e duquesas, e animação a cargo de música eletrônica e do Bloco Donas da Noite, com harmonia e bateria.

A Secretária de Governo da Prefeitura, Clotilde Victória, frisa a importância histórica da associação recreativa e cultural: “Um clube social, ao chegar aos cem anos, tem de, necessariamente, encontrar eco de consideração e respeito públicos. Os clubes de matriz afro-brasileira são bravamente guardiões de história de um povo”.

“São o que podemos chamar de polo de resistência cultural. E neste sentido, esta data nos suscita uma homenagem especial aos mais velhos – memórias vivas –, responsáveis por preservar e transmitir a cultura e as tradições aos mais novos que cabe levar adiante, reinventando e transformando, cada vez mais o Clube, em espaço de confraternização e solidariedade ”, ressalta Clotilde.

Neste mês e também em março, o Clube Cultural Chove Não Molha estará aberto às sextas-feiras à tarde, das 14 às 17h, para receber sócios e propostas de novos associados, informa a secretária do Clube, Simone Neves da Silveira. Não é cobrada a joia e, para se associar, basta comparecer à sede no horário de atendimento. A mensalidade de sócio é R$ 10,00.

História

Criado na Alfaiataria de Otacílio Borges Pereira, no dia 26 de fevereiro de 1919, pelos carnavalescos Antônio Silveira Falcão, Henrique Câncio de Paula, Pedro Vargas e Antenor Vieira, em 1966 houve o reconhecimento como utilidade pública, passando a denominar-se Clube Cultural Chove Não Molha.

A associação de cultura e lazer foi formada por uma parcela menos abastada da população do município, como trabalhadores vinculados à área de serviços: costureiras, cozinheiras, alfaiates e empregadas domésticas.

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