Presidente Jair Bolsonaro nomeia militares para dirigir Itaipu Binacional

Foto: Alexandre Marchetti / Itaipu Binacional. Visita de Joaquim Silva e Luna à Itaipu em 13 de julho de 2018, então como ministro da Defesa.

Do Click Foz – Em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 21, o presidente Jair Messias Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia (MME), almirante Bento Costa Lima Leite, nomearam o novo diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna, e o novo diretor financeiro executivo da empresa, vice-almirante Anatalício Risden Júnior.

Eles substituem Marcos Vitório Stamm e Mário Antônio Cecato, respectivamente. A data da posse e o local da solenidade de transmissão de cargo ainda não foram definidos. O mandato tem validade até 16 de maio de 2022. Os cargos de diretoria são renovados sempre a cada cinco anos e na data de 16 de maio, conforme prevê o parágrafo 3º do Anexo A do Tratado de Itaipu.

Vasta experiência

Ex-ministro da Defesa e general de exército da reserva, Silva e Luna é o terceiro diretor com formação militar a ficar à frente da condução do lado brasileiro da empresa. Ele esteve à frente do Ministério da Defesa de 27 de fevereiro de 2018 a dezembro do mesmo ano e foi o primeiro militar a comandar a pasta.

Neste período, esteve na Itaipu para uma reunião com o então ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e integrantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em 13 de julho de 2018.

Na ocasião, o general pôde conhecer melhor a estrutura da empresa e a importância de Itaipu como uma das infraestruturas críticas do País, tema do qual tem amplo conhecimento e formação. Para o novo diretor-geral, “o cargo é estratégico e requer uma boa bagagem em gestão”.

Com vasta experiência em planejamento estratégico, orçamento e gestão de projetos, ele comandará o lado brasileiro da usina em um momento relevante para a binacional, às vésperas da renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, que dispõe sobre as bases financeiras e vence em 2023.

Outro desafio será o de dar continuidade ao processo de atualização tecnológica das unidades geradoras da usina. O prazo previsto do trabalho é de 14 anos e o investimento é de cerca de U$ 660 milhões. As propostas comerciais das empresas e dos consórcios interessados no trabalho devem ser apresentadas ainda no primeiro semestre de 2019.

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