O maior gênio de todos

Sei que sou chato com essas postagens sobre o Chaplin, meio maníaco até.

É que eu considero o baixinho um artista tão magnífico, tão sensível, tão insondável, que me ajoelho. Ainda hoje, 42 anos depois de sua morte.

Eis um raro espécime que merece a alcunha de “Gênio”.

Pra mim a principal prova de sua genialidade é o fato singelo de ter feito da “miséria humana” a fortuna de sua vida, além da que entupia seus cofres.

Aquela mochila ali, que o vagabundo carregava nos filmes, na verdade estava cheia de dólares, e ele, o “malandro”, a caminho da Suíça, onde viveu (como Chaplin) seus últimos dias dourados, entre as montanhas dos alpes do céu.

Nasceu em Londres na miséria, atravessou a infância em orfanatos, ainda menino assistiu ao pai morrer alcoólatra, a mãe sucumbir à loucura, e não se deixou dominar pela mágoa.

Venceu a parada!

Fez da sua própria dor o motivo da alegria dos outros.

O riso mais caro, no fundo, era o dele. Provavelmente, a lágrima tb.

Charles Spencer Chaplin, ex-soprador de vidros, quem diria!!!

Do abandono abjeto imposto pela vida a Sir., Cavaleiro da Rainha, ao mesmo tempo amado pela multidão.

Sacou?

© Rubens Spanier Amador é jornalista.

Facebook do autor | E-mail: rubens.amador@yahoo.com.br

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