“Na hora de fazer a coisa certa, Bolsonaro fez”

Fernando Gabeira, que tem simpatia por Jair Bolsonaro, diz que “o ideal é mapear os temas essenciais para sairmos do buraco. E criticar o governo sempre que se afaste deles”.
A imprensa, segundo ele, pode ajudar nessa tarefa, ignorando a retórica brucutu do bolsonarismo e se concentrando nos fatos:

“Reafirmo aqui minha defesa do jornalismo preventivo. Não se trata de evitar as coisas feias, mas simplesmente de colocá-las no contexto (…).

Bolsonaro nunca foi um hábil estadista, atenuando arestas, unindo forças divergentes. São, por assim dizer, forças não buriladas, que podem amadurecer ou seguir aos trancos até o fim do mandato.

Bolsonaro sempre foi um homem risonho e brincalhão, embora, é natural, tenha ficado mais sombrio depois do atentado que sofreu. Não me importo com as coisas que diz sobre o meio ambiente, muito menos com seus seguidores fanáticos. Pertenço a um grupo no Brasil que leva porrada dos dois extremos e já se acostumou.

Na hora de fazer a coisa certa, como proibir barragens a montante e dar um prazo para desativar as que existem, ele o fez. Será que está esverdeando? Será que, como todos os outros verdes, ele é uma espécie de melancia, verde por fora, vermelho por dentro?”

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