Opinião do leitor: ‘Fenômeno esquerdista na universidade’. Por Djalma Filho

Djalma Filho |

O fenômeno de predominância do pensamento de esquerda nas universidades não é um luxo exclusivo do Brasil.

No mundo todo, jovens recém-saídos do ensino secundário experimentam de alguma maneira o contato com Marx, Engels e outros tantos teóricos socialistas, anarquistas etc.

O que me intriga, com os atuais recursos da informação instantânea, é que essa tendência ainda vigore hoje, por vezes com maior força, por exemplo, que nos anos 80, quando havia o hábito de se ler muito os ideólogos para não parecer tolo diante dos pares da academia.

Recordo-me de um congresso da UNE em Brasília, 1992, quando Lindberg Farias foi eleito presidente da entidade. Eu estava lá.

Pelo que vi e ouvi conclui que eu não era nem seria socialista; numa das plenárias, fui vaiado por contestar Marx – e condenado ao ostracismo como um herege.

Continuo convicto: a experiência socialista baseia-se na eliminação das liberdades mais fundamentais do ser humano; você veste o que o Estado quer, você come o que o Estado disponibiliza, você pensa o que o Estado permite que você pense.

O socialismo se impôs pela violência, pelo genocídio, pela castração dos desejos básicos do individuo, em nome de um coletivo que gera riqueza apenas para o Estado.

Em nome do socialismo enriquece-se uma elite de poucos e socializa-se a miséria para milhões, desta forma o Estado cria e controla um laboratório social sujeito a manipulações.

Me causa estranheza ver jovens em 2019 defenderem uma causa falida, maior estranheza me causa é que, mesmo tendo acesso às informações sobre os crimes que o socialismo praticou em favor de sua implantação, insistam em defende-lo com unhas e dentes.

Jovens com discursos da década de 60, 70, jovens que querem liberdade, mas que cultuam Lênin, Stalin, Guevara, Marighela, Lamarca, Castro, Chávez, Lula, tenha a santa paciência!

Custo a acreditar que uma juventude tão descolada e orgulhosa de dominar as novas tecnologias e tendências achem que a Venezuela seja um modelo de democracia.

Quem sabe a mensagem de um herege contribua para propagar a ideia de que ser socialista é no mínimo careta.

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