Logo aqui, mãe? Por quê?

Todos os dias em que o meu despertador faz com maestria o seu dever, me levando com o desejo de passar um dia feliz, promissor e sem nenhuma notícia triste, principalmente contra crianças.

Como já escrito em dezenas de outros textos, estes anjos não deveriam sofrer, morrer.
Por vezes, e não são poucas, me questiono em sussurros, por qual motivo a minha mãe, sem nenhuma culpa, me colocou num mundo tão cruel?

O brasileiro, a cada dia em que revela um pouco mais do que é capaz, deixa-me mais impotente por nada poder fazer, em prol das crianças. Como eu gostaria de apenas apertar uma tecla e punir de forma rígida e rápida, aqueles “seres humanos” que cometem crimes contra estes anjos.

No puro ápice da cretinice, ouvi um dos “poderosos” filhos do atual presidente, se promover de forma covarde e imbecil, com a morte de um menino de apenas sete anos. Tudo bem e devemos ser sinceros: ele não citou o nome de ninguém ou alguma situação de forma explícita, mas não somos tão tolos e sabemos o “tom” da sua colocação e arrogância.

Naquele momento não houve, sequer, o afloro de dó. Para ele, não foi mais uma pobre criança que perdeu a vida e sim, um familiar do maior “inimigo” político do seu “papai”.

Ora, pouco importa perder uma criança, temos que buscar futuros votos. E antes que venham me apedrejar, a minha opinião é que o ex-presidente em questão deve seguir preso, sim.

E se por lei ele não poderia ter deixado a prisão, para ir ao velório do seu neto, que fosse mantida; a mesma, mesmo que caindo aos pedaços, deve valer para todos. Não sou de “direita”. Não sou de “esquerda”.

Apenas amo estes pequeninos, sejam eles netos de quem quer que sejam.

Ah, o jeito imundo de fazer política… Neste quesito, senhores, somos únicos. Somos pobres. Somos impiedosos. Somos podres. Somos brasileiros.

E não há nada que não possa piorar um pouco mais: “se você atrair coisas ruins, a tendência é que este sentimento paire em você”.

Eu concordo, porém, bem que esta regra poderia ter sido quebrada, e então, ter me poupado de folhar aquele jornal e ler mais uma atrocidade contra uma criança.

Em Pelotas, um menino de um ano foi preso por suspeita de brutalidade do seu padrasto. Pelo que apurou a polícia, o homem sempre deixou claro não gostar do enteado.

Pergunto-me, em tom de repulso: “será que a mãe desta criança não sabia?

Será que ela não percebia os hematomas espalhados em seu corpo, uma vez que, segundo algumas testemunhas, os espancamentos eram constantes? E os vizinhos? Por qual motivo não realizaram uma denúncia anônima à polícia”?

Tentamos imaginar a dor deste menino, que, além de ser agredido diariamente, teria sofrido violência sexual (caso em apuração). Sim, um bebê com pouco mais de 365 dias. É uma tristeza que não cabe nestas linhas.

Enfim, uns se utilizam da morte de crianças para se impulsionar e outros as matam sem piedade. É o ser humano dando visíveis sinais da deterioração da espécie.

Se me permitem gostaria de deixar-lhes, mais uma vez, uma dica importantíssima. Mas antes é preciso ficar bem claro que existem madrastas e padrastos maravilhosos, sensacionais.

Meus caros, devemos cuidar com quem andamos e delegamos os nossos filhos. Se eles são o “seu maior bem”, por favor, não os deixem nas mãos de “qualquer um”.

No primeiro caso eu sei que não acontecerá absolutamente nada, lamentavelmente. Porém, para o assassino daquele menininho devemos rezar para que a lei não se acomode e faça com que este verme apodreça na cadeia, pelo resto de seus dias inúteis.

Que estes pobres anjos encontrem a paz.

© Marcelo Oxley

Facebook do autor | E-mail:marceloesporteucpel@yahoo.com.br

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