O medo de ‘não ser’ resulta na possessão

Somos aquilo que possuímos, independentemente de essas posses estarem no plano material ou ideológico.

A posse é uma corrente silenciosa, invisível como uma cobra que ataca de cima.

Alimentados pela influência do pensamento ocidental de consumo, supomos que as posses hão de nos prover a liberdade, baseados na simples entretanto falsa matemática do “quanto mais, melhor”.

Identificados com o que possuímos, nos tornamos esse conteúdo, na forma com que nos apresentamos no meio social, e de forma mais perigosa em como nos reconhecemos em nós mesmos.

Paradoxalmente tornamo-nos prisioneiros do que acreditávamos ser a fonte de nossa liberdade.

Por medo do vazio, nos acorrentamos à sina de manter viva a imagem construída.

Por medo de sermos inocentes, e pelo esquecimento de como é estar espontâneo, somos ao invés de estarmos.

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