Sírio-Libanês e Santa Casa, duas dinâmicas e realidades

Todos sabemos mais ou menos por alto das crises financeiras por que passam as Santas Casas, como a vivida hoje pela SC de Pelotas.

Quase nunca os repasses do SUS chegam na data certa. Como aquele cliente que se considera especial, governos sempre pagam com atraso, quando pagam, mesmo sendo a Saúde um de seus temas centrais nas campanhas eleitorais.

Mas a questão é mais profunda.

Não é culpa só dos governos, federal, estadual, municipal.

É também problema de gestão do hospital, de falta de envolvimento da comunidade, baixa liquidez empresarial da benemerência.

Sobre este último ponto, um exemplo.

O complexo hospitalar Sírio Libanês, em São Paulo, é o que é em termos de qualidade, mesmo que as coisas no Brasil sejam como são, porque, além de possuir uma gestão profissional, os empresários sírios e libaneses fazem doações correntes para o Hospital do Coração, da Associação do Sanatório Sirio.

Compromisso real.

Com esse pequeno exemplo do Sírio, a gente começa a fazer considerações.

A crise é mesmo muito séria, ao ponto do risco de fechamento do centenário hospital.

Há vários anos os enfermeiros da SC vivem o mal- estar e o sentimento de desvalorização com sucessivos atrasos salariais.

Médicos vivem a mesma situação de receber pagamentos em atraso, quando recebem.

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