Os leões e o violinista

Um violinista se viu acuado na selva por alguns leões.

Imediatamente lembrou de haver lido que uma solução para escapar da devora era tocar música para os animais.

Rapidamente retirou o instrumento da maleta e se pôs a tocar, passando a vara de lá para cá e de cá pra lá.

Isso era umas dez horas da manhã e, lá pelo meio-dia, a plateia aumentara.

Os primeiros quatro leões eram agora mais de 20 e o homem seguia tocando um pouco de tudo, tendo percorrido uma variedade de todos os gêneros da história da música.

À certa altura constatou que nunca tocara o instrumento tão bem na vida, nunca, em todos aqueles anos, ele havia sido capaz de extrair como naquele dia uma riqueza de emoções tão sensível e tão melodiosa.

Lá pelas 17h, começou a sentir cansaço.

A música ressoava cada vez mais lenta, os leões começaram a inquietar-se e, de súbito, o músico caiu no sono.

O apagão durou um segundo.

Após o primeiro rugido, ele recomeçou a tocar o instrumento com o mesmo vigor da manhã, mesmo que uma corda tenha rebentado.

Entrou pela noite estrelada dando espetáculo.

A maior sorte dele foi que não havia nenhum leão surdo naquele pedaço esquecido do mundo.

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