Minha homenagem às mulheres

Minha irmã, Fernanda, está em todas as fotos. Com nossa mãe, Flora, com a prima Márcia, com as tias Gica e Léa (de rosa).

JÁ QUE A SEMANA É DA MULHER

Há alguns meses morreu uma tia, irmã da minha mãe, que tb já se foi.

De repente, ao saber da morte da tia Léa, me dei conta da importância das mulheres da família Spanier, lado da minha mãe, todas elas.

Minha mãe e irmãs eram donas de casa. Mas toda a vida sempre pareceu se organizar em torno delas e por causa delas.

Juntas, formavam uma liga perfeita no encaixe, para depurar o fim das coisas ou, como em geral, para exaltar o recomeço de tudo, em plena animação.

Todas as alegrias sem medida, todos os pulsos de atenção e todos os perdões pacificadores por qualquer mal ou incompreensão sempre encontraram reservas infinitas nelas para consolar a fé vacilante dos homens, esses seres confusos, egoístas e desprotegidos.

O registro histórico do significado que algum dia cheguei a conceber para a palavra “Família” vem de um alarido composto por um coro de vozes femininas, uma algaravia que se sobrepõe a qualquer vocativo masculino.

Diante desse colorido som, mesmo o silêncio eventualmente reprovador dos homens nunca teve qualquer chance.

Minha irmã, Fernanda, está em todas as fotos. Com nossa mãe, Flora, com a prima Márcia, com as tias Gica e Léa (de rosa).

© Rubens Spanier Amador é jornalista.

Facebook do autor | E-mail: rubens.amador@yahoo.com.br

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