Brapel da Paz sela harmonia entre as torcidas

Tânia Magalhães | Site da prefeitura |

Pela primeira vez no interior do Estado, um clássico de futebol, em partida pelo Campeonato Gaúcho, contou com torcida mista.

Xavantes e lobos, embora a rivalidade histórica, estiveram unidos para prestigiar o desempenho de seus times em campo.

O jogo deste domingo (17), no estádio Bento Freitas, com vitória de 2×1 do Grêmio Esportivo Brasil sobre o Esporte Clube Pelotas, transcorreu sem maiores incidentes.

Batizado de “Brapel da Paz”, por iniciativa das forças integradas do Pacto Pelotas Pela Paz, a disputa selou a harmonia e marca um novo caminho no esporte pelotense, tornando-o exemplo e referência para disputas em outras cidades do Estado e do País.

As polícias Militar e Civil, agentes de Trânsito e Guarda Municipal integraram-se na segurança do evento, com o propósito único de zelar pela proposta idealizada para o Brapel: a Paz.

A torcida mista encontrou-se às 14h na sede do 4º Batalhão de Polícia Militar, de onde partiu, a pé, até o estádio do Grêmio Esportivo Brasil. A Banda do 4º BPM, à frente no percurso, garantiu a animação dos torcedores.

A primeira canção executada foi Cidade Maravilhosa, acompanhada pelas vozes da galera animada.

As forças integradas e os dirigentes dos clubes participaram da caminhada: comandante do 4º BPM, tenente-coronel Eduardo dos Santos Perachi; subcomandante, major Facin; secretário de Segurança Pública, Aldo Bruno Ferreira; delegado Peternelli, da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA); e os presidentes do Esporte Clube Pelotas e do Grêmio Esportivo Brasil, Gilmar Schneider e Ricardo Fonseca, respectivamente.

A proposta de Paz

O casal Gelson Krolow e Maria Helena Zitzke, rival no futebol, topou a proposta da Paz e integrou-se à torcida mista. Para Gelson, lobo desde pequeno, “a oportunidade é muito boa para mostrar que dá para torcer sem violência, com brincadeiras sadias.

O Brapel poderá ser tomado como exemplo. Nunca é tarde para provar o contrário àqueles que, infelizmente, deixam a rivalidade subir à cabeça.” Para ela, xavante, “a ideia de harmonizar, de semear a Paz, é bastante válida.”

Segurança e dirigentes

O secretário de Segurança Pública, Aldo Bruno Ferreira, confirmou no final da partida o índice zero de ocorrências na torcida mista. “Nas demais arquibancadas, não houve confrontos de torcidas”, afirmou.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), criada no governo da prefeita Paula Mascarenhas, alavancou o lançamento do Pacto Pelotas Pela Paz.

“O momento é histórico, integrando cada vez mais e com maior eficiência as forças de segurança em prol da sociedade. A segurança mostra além do seu trabalho do dia a dia. Dedica-se a uma nova cultura, a cultura da Paz, que vai se alastrando. O Brapel é um novo divisor de águas, principalmente no esporte”, registrou o secretário.

A lição da maratonista Gabrielle para o Pacto da Paz

O comandante do 4º BPM, tenente-coronel Perachi, agradeceu a primeira torcida mista do Rio Grande do Sul e registrou o orgulho de Pelotas estrear a união em evento clássico. A Brigada Militar participou do Brapel com aproximadamente 250 policiais, entre os de choque, os a cavalo, o grupo de alunos soldados e o efetivo do grupamento.

A esse policiamento, somaram-se os agentes de Trânsito, a Guarda Municipal e os Bombeiros. O presidente do Brasil, Ricardo Fonseca, desejou aos torcedores que “cada um leve a paz ao estádio. Quem ganha é a cidade e é uma grande honra fazer parte desta história.”

O dirigente titular do Pelotas, Gilmar Schneider, disse que o Brapel da Paz foi “uma bela iniciativa e estamos dando início a uma prática que sabemos que vai dar certo. Que seja um caminho novo.”

O Brapel da Paz foi prestigiado, na torcida mista, pelo deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB), pelos estaduais Luiz Henrique Viana (PSDB) e Fernando Marroni (PT) e pelo secretário de Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray.

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