Lançado Dicionário da Cultura Pampeana Sul-Rio-Grandense, de Aldyr Schlee

Schlee, fotografo por Luiz Carlos vaz

Rafael Varela e Simone Laesch | Do Piratini |

O Dicionário da Cultura Pampeana Sul-Rio-Grandense, do escritor e tradutor Aldyr Garcia Schlee, foi lançado na manhã desta quarta-feira (20), no Palácio Piratini.

O governador Eduardo Leite, a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, e o diretor de Relações Institucionais da Braskem RS, João Ruy Freire, participaram do evento, assim como a prefeita Paula Mascarenhas.

Em abril serão realizados encontros em Pelotas e em Jaguarão – para a divulgação da obra, de mais de mil páginas.

Em 2001, Schlee iniciou uma pesquisa minuciosa. Toda a sua atividade como ensaísta e ficcionista, tanto em português quanto em espanhol, está centrada no território literário da fronteira brasileiro-uruguaia.

Sua atividade como tradutor levou-o a verter, tanto do espanhol para o português como do português para o espanhol, obras fundamentais da literatura gaúcha – platina e sul-rio-grandense – de autores como Domingo Faustino Sarmiento, Eduardo Acevedo Díaz, Javier de Viana, Ricardo Güiraldes, Francisco Espínola, João Simões Lopes Neto e Cyro Martins.

A linguagem literária gaúcha, nascida da espontaneidade da fala popular, reelaborada e desenvolvida em quase dois séculos por expoentes da literatura pampeana – tanto em português quanto em espanhol – foi o substrato da pesquisa que resulta neste Dicionário da Cultura Pampeana Sul-Rio-Grandense.

Em dois volumes, o Dicionário faz um registro aprofundado e atualizado não só da fala do homem do pampa sul-rio-grandense como das mais variadas formas pelas quais se manifesta a cultura pampeana.

O projeto gráfico é de Valder Valeirão. Sob o selo Fructos do Paiz, o livro tem patrocínio da Braskem, por meio do financiamento do Pró-Cultura RS. O Dicionário será disponibilizado a instituições de ensino, de pesquisa e bibliotecas interessadas e, em breve, estará disponível para download.

O autor

Aldyr Garcia Schlee, nascido em Jaguarão em 22 de novembro de 1934, foi escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor. Sua obra está relacionada à literatura uruguaia e gaúcha, à identidade cultural e às relações fronteiriças.

Doutor em Ciências Humanas, Schlee publicou mais de 15 livros, entre contos, ensaios e romances e sua obra integra mais de seis antologias. Foi planejador gráfico, repórter e redator do jornal Última Hora.

Criou o jornal Gazeta Pelotense.

Conquistou o Prêmio Esso de Jornalismo. Foi fundador da Faculdade de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), de onde foi expulso durante o Golpe Militar de 1964, quando foi preso.

Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) por mais de trinta anos e também pró-reitor de Extensão e Cultura.

Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como camisa canarinho. Em 1953, aos 19 anos, desenhando e fazendo caricaturas para jornais de Pelotas, venceu 201 candidatos no concurso promovido pelo jornal carioca Correio da Manhã para a escolha do novo uniforme da seleção. Após o concurso, a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) oficializou o uniforme.

Recebeu por duas vezes o prêmio da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira e cinco vezes o Prêmio Açorianos de Literatura. Em novembro de 2009, publicou “Os limites do impossível, os contos gardelianos” pela editora ARdoTEmpo e em 2010, pela mesma editora, o romance “Don Frutos”, ano em que também foi conquistou o Prêmio Fato Literário de 2010. Faleceu em Pelotas em 15 de novembro de 2018.

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