Uma croniquinha sobre uma foto mágica do Laranjal

Hoje em dia, com o corre-corre, a gente curtindo todo mundo, até sem ver o que a pessoa posta, por consideração e carinho, tudo misturado, às vezes a gente ESTANCA.

Foi o que sucedeu comigo ao ver a foto deste post no face de um amigo.

Rogério Elste, morador da vivenda de seus sonhos no Laranjal, faz fotos frequentes da paisagem do entorno e presenteia amigos nas redes sociais.

A luz da fotografia celular é natural.

A água, cor de barro na real, refletiu o céu e se azulou, como que purificada por ele de todas as descargas, em gélidos matizes polares como o Sanep, nem ninguém, jamais viu.

A beleza têm esse poder. De repente, a gente deseja morrer no mesmo instante, certo de que nunca mais verá sincronia igual de singularidades.

Na foto do Rogério, cada elemento está em seu lugar e se encaixa com precisão, num efeito a vácuo, em que toda a intromissão se retira para que a vida se cristalize um ideal, uma coisa que merecia ser, mas não é.

Pamela Bloom, uma amiga americana, fez um comentário sensível sobre o instantâneo.

“Como um Ufo”, teclou ela.

O mesmo que, pra nós, Objeto Voador Não Identificado, OVNI.

Ela tem razão. Como há acúmulo de beleza, há outros significados.

A foto parece mesmo a captura em pixels da chegada de uma nave-mãe até nossos pagos, seguida por outras naves, todas carregadas de expectativas, como o prenúncio do fim de mundo ou do recomeço em bases novas.

Como não duvido de nada, fico pensando também se não terão vindo em missão de paz, apenas para buscar alguém.

O autor leu o cmt de Pamela ao post, concordou com ela, ele mesmo não havia notado, e acrescentou que a sombra escura da fotografia parece o desenho de um avião. Outro achado. Parece mesmo!

Laranjal, hoje, fotografia do Rogerio Elste

Uma foto conectou três pessoas, duas no Brasil, uma nos estados Unidos, em questão de minutos, por causa da tabelinha da sensibilidade com o inconsciente dentro da cabeça do Rogério, mas em conexão cósmica com os homens e com Deus.

Parabéns.

Depois de publicar este post, vi ainda as nuvens como se estivessem se retirando, indo embora. A última, mais próxima, reluta.

© Rubens Spanier Amador é jornalista.

Facebook do autor | E-mail: rubens.amador@yahoo.com.br

Share:

Obrigado por participar.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.