“Zimmermann-dependência” ou bombeiro?

Já não é mais nenhuma novidade: o queijo está para a goiabada, assim como, o Grêmio Esportivo Brasil está para o treinador porto-alegrense Rogério Zimmermann.

Muitos podem ter sido os motivos que o trouxeram, mais uma vez, ao Bento Freitas. Alguns dizem que ele é um excelente treinador, mesmo nunca tendo um trabalho de expressão em outros clubes. Outros afirmam que RZ é o maior gestor que o Xavante já viu.

De fato, não houve um treinador em Pelotas, que pudesse ter alcançado tais números, em tão pouco tempo: se hoje o Brasil está na Série B do Campeonato Brasileiro, deve ao planejamento e capacitação deste profissional.

Porém, sempre haverá uma pulga atrás da orelha, principalmente para o torcedor rubro-negro: o seu time necessita de um treinador ou precisa, o mais rápido possível, de alguém que volte a por ordem na casa? Tarefas em que RZ fazia com plena excelência, diga-se de passagem. Contrariando, até mesmo, ideias do mais alto escalão e provando que a sua tese estava correta.

Para os que pensam que RZ é mais gestor do que treinador é importante recordar que foi ele quem colocou o Brasil de Pelotas, entre os 40 melhores times do país. No mesmo índice de competência, em 2018, depois de ser chamado às pressas, não deixou este mesmo time ser rebaixado à Série C do Brasileirão.

De contrapartida, para os que pensam que ele é apenas mais um treinador, estão equivocados: a meu ver, a nova casa Xavante e toda estrutura que há ao redor estão intimamente ligadas com o seu esforço e programação de dentro e fora dos gramados. Não há como negar: RZ manda e a direção obedece.

Nesta sua mais nova aparição, RZ começará um trabalho novo, com a sua identificação.

Teoricamente ainda dispõe de algum tempo para deixar a casa, ou melhor, a sua casa devidamente em ordem.

Direção Xavante prepare-se: esquentem o bolso, pois o “salvador” não deverá renovar com a metade do atual elenco. Jogadores que fizeram “força” para cair ao Acesso do Gauchão de 2020, não devem ser opções para RZ.

O campeonato agora é outro e ele, como um exímio rubro-negro, precisa que o seu torcedor veja que ele está colocando a mão na massa, de corpo e alma.

Para alguns secadores, uma velha e simples expressão: “o raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Uma sadia provocação para que desta vez, o Grêmio Esportivo Brasil, não escape do rebaixamento à Série C do Brasileirão. Situação em que RZ já o salvou uma vez.

Brincadeiras à parte, não me recordo no GEB, de um treinador com tanto tempo de “casa” e carisma da torcida.

Dependência ou Bombeiro? Não importa. Se RZ realizar uma grande competição nacional, a direção do Brasil deve procurar os artistas que fizeram a estátua de Renato Portaluppi e confeccionar a sua. Vocês já imaginaram torcedores, o seu time campeão?

Será preciso um ótimo espaço nas dependências do renovado Bento Freitas e eternizar esta estátua.

Se já não for, RZ está próximo de ser a maior marca Xavante. Todavia, o futebol vai do céu ao inferno em três, quatro rodadas.

Quem é mocinho, logo pode virar vilão e todo o cuidado é pouco. RZ tem uma metodologia e se algo não estiver ao seu agrado, tudo pode mudar.

Acredito que este nome é o correto para as pretensões Xavantes.

Se o Brasil ainda possui tal carta na manga, por qual motivo não usá-la, em sua maior competição?

Em relação ao treinador, também precisa voltar ao cenário dos “grandes técnicos”. RZ nunca conseguiu realizar um trabalho satisfatório longe desta cidade.

O recomeço servirá para os dois.

© Marcelo Oxley

Facebook do autor | E-mail:marceloesporteucpel@yahoo.com.br

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