O Sete de Abril já ‘vem’ tarde

Certas coisas demoram tanto a chegar que, quando chegam, parecem ter perdido a importância.

Cabe um pouco neste caso o Theatro Sete de Abril.

Depois de 10 anos fechado, por risco de queda, a própria expectativa de apresentar espetáculos em grandes palcos de grandes casas perdeu relevância, sobretudo após a popularização dos espaços menores, seletas plateias, e das plataformas visuais, grandes massas de audiência.

Já faz tempo que o Sete chegou ao ponto em que ele, o prédio em si, com seus espectros, é, por si mesmo, O ESPETÁCULO.

O Sete de Abril, quando for reaberto, mesmo sendo patrimônio Artístico e Cultural de alto valor, terá vindo “tarde”. É um pouco uma força de expressão, mas aposto que entendes.

É bom que venha, em qualquer tempo! Mas vai reabrir com sabor de nostalgia, como costuma ser o destino das coisas perfumadas demais.

Shopping

Caso parecido é o do Shopping Pelotas, grande templo do consumo, onde o movimento vem caindo; onde, infelizmente, mais de uma loja vem fechando as portas. Chegou a Pelotas há alguns anos, já no século 21.

Por exemplo, o site americano Business Insider afirma em matéria que 20 a 25% dos shopping centers em funcionamento hoje nos Estados Unidos devem fechar as portas até 2022. A retração projetada tem a ver com a explosão do e-commerce.

Podemos e devemos torcer para que não desapareçam, mesmo com a chegada da Havan, mesmo com a popularização das formas de apresentação dos espetáculos.

Certamente há espaços para todos, basta saber ceder e se ‘reinventar’, como se diz.

Borges

O título deste post não foi mais que uma brincadeira temporal.

Borges escreveu que a ” chuva ” é um evento que ocorre no passado.

O Sete de Abril parece ser como a chuva para Borges.

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