“Eu preferia não ter que falar de 1964 em 2019”

Erik Bretas, no face

Eu preferia não ter que falar de 1964 em 2019. O que acontece no mundo de hoje deveria ser razão de angústia e preocupação maior do que qualquer evento do passado para os brasileiros.

Americanos e chineses travam uma corrida pelo título de grande potência em inteligência artificial. O resultado dessa disputa definirá os rumos do planeta em questões como emprego, renda, segurança e privacidade. No nosso país não há uma única empresa ou instituição pública que tenha alcançado resultados relevantes nessa área.

Seguimos nas últimas posições nos testes de avaliação educacional em matemática. Não é só que estamos atrás de China, Coreia e Singapura. É que estamos atrás de Indonésia, Líbano e Albânia.

O PIB/Capita brasileiro caiu de US$ 12 mil em 2014 para US$ 9,8 mil em 2017, um mergulho no abismo no indicador que revela o quanto cada indivíduo é capaz de gerar riqueza.

O mundo disparou na nossa frente — e em vez de voltarmos nossos faróis para o futuro, para tentar enxergar no meio da poeira que americanos, asiáticos e europeus nos fazem engolir, é para o passado que olhamos nesse 31 de março.

Obrigado por participar.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.