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Centro de Atendimento ao Autista completa cinco anos

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Daiane Santos | Da Prefeitura |

O olhar fugidio do pequeno Alberto*, de 4 anos, o costume de usar os brinquedos de forma não convencional e as dificuldades de lidar com alterações na rotina são apenas alguns dos sinais visíveis de que ele sofre de um problema mais comum do que se pensa: o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No Brasil, conforme estudo feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein em 2017, há cerca de 2 milhões de pessoas autistas – todos os anos, 150 mil novos casos são diagnosticados em todo o País.

Focada em atender parte desse público, na cidade, a Prefeitura criou em 2014 o Centro de Atendimento ao Autista Doutor Danilo Rolim de Moura. Na próxima terça-feira (2), Dia Mundial do Autismo, uma grande festa deve comemorar os cinco anos de abertura do espaço, integrando as comemorações da 6ª Semana Municipal do Autismo.

Sobre os avanços, de lá para cá, muito foi feito e o Centro já é considerado uma referência para outros municípios. “Há famílias que se mudam para Pelotas em busca de atendimento para seus filhos”, destaca a professora e diretora da instituição, Débora Jacks.

O local, segundo ela, começou com 58 autistas e, hoje, após ganhar novo endereço em 2018, tem 423 alunos das mais variadas idades, já que não limita faixa etária.

“Temos crianças de 1 ano e adultos de 38. Eles só saem do Centro se mudam de cidade ou conseguem se encaixar com êxito no mercado de trabalho”, explica Débora.

Esse, alias, é um dos aspectos que diferencia o local. As 32 salas dedicadas aos mais diversos tratamentos – incluindo a ludoterapia e a musicoterapia –, são frequentadas por pessoas de todas as idades, atendidas por profissionais capacitados, conforme as suas necessidades. “Cada um recebe atendimento de acordo com a sua especificidade.

Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo

Nada é padronizado, pois eles são diferentes entre si, mas todo o acolhimento é baseado em estudos e técnicas focadas no autismo”, garante a diretora do Centro, enfatizando que cada caso é analisado e, a partir disso, gerado um documento de avaliação enviado à escola do aluno, se esse estiver em idade de frequentá-la.

Déboraj Jacks, diretora do Centro. Foto tirada por Igor Sobral

Conquistas

Para a professora aposentada Karin Scheer, 54 anos, mãe do Pedro*, 16 anos, a criação do Centro representou a oportunidade de oferecer uma qualidade de vida melhor ao jovem.

“O principal objetivo de qualquer mãe de autista é ver a evolução do filho; que possa se tornar o mais independente possível. Sou uma pessoa muito feliz com o Centro porque o meu filho é feliz aqui e muito bem atendido. Hoje, esse local faz toda a diferença na vida dele e de outras crianças”, conta Karin, revelando que, antes, o estudante do nono ano do Ensino Fundamental tinha muitas dificuldades de interação. Graças ao tratamento – relata a mãe –, Pedro melhorou bastante, passando, inclusive, a fazer parte da Orquestra Estudantil Municipal.

Roubaram o Centro de Autismo de Pelotas. Fizeram uma limpa

O caso de Pedro é apenas um dos sucessos observados pelos professores e professoras do instituto. Uma delas, com formação em Educação Especial, Eliane Domingues, demonstra todo o orgulho de fazer parte da equipe formada por 28 profissionais da educação e outros 15 de apoio, afirmando: “o Centro representa esperança aos alunos, mas principalmente aos pais, que muitas vezes chegam aqui sem caminho e preocupados, e passam a respirar mais aliviados ao ver o acolhimento que seus filhos recebem”.

Ela, que atua há 17 anos como educadora, está há seis meses no instituto e diz estar muito feliz por poder fazer a diferença na vida de tantas crianças e incentivar a inclusão.
Referência

Hoje, o Centro de Atendimento ao Autista Doutor Danilo Rolim de Moura, ligado à Prefeitura, através da Secretaria de Educação e Desporto (Smed), já é modelo para outros municípios brasileiros, interessados na qualificação do acolhimento ao autista. Na sexta-feira passada (29), a prefeita Paula Mascarenhas recebeu a coordenadora estadual do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Cláudia Frutuoso, interessada em levar o modelo pelotense para a região metropolitana de Porto Alegre.

Foto tirada por Igor Sobral

As cidades de São Sepé e Dom Feliciano já adotaram a forma de trabalho de Pelotas, enquanto Bagé estuda o processo de gestão voltado à educação, muito mais do que ao suporte clínico.

“O nosso trabalho já é referência nacional e aposta na integração do autista à sociedade. Com certeza, é um modelo que tem potencial para ganhar o apoio do governo do Estado, cuja ajuda na formação dos profissionais impulsionará outros municípios à criação dos seus próprios centros”, avalia a prefeita.
Futuro

No Centro, além de receber carinho, atenção e cuidado, os alunos também participam de atividades como arteterapia, pet terapia, ludoterapia e tecnologia assistiva, sem contar as oficinas de xadrez e atividades físicas variadas. O modelo de atendimento segue diretrizes da Universidade do Minho, em Portugal, que, junto a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), é uma das parceiras da iniciativa.

Atualmente, cerca de 400 pessoas aguardam vaga para o Centro, em lista de espera que segue critérios rígidos para seleção. Até o fim do ano, a instituição – com capacidade para atender até 600 pessoas –, deve abrir mais 77 vagas, chegando a 500 estudantes. Desde 2 de abril de 2018, funciona no antigo hospital Cruz de Prata, rua General Argolo, 1801.

https://amigosdepelotas.com.br/2019/03/01/o-amplo-espectro/

Recentemente, a prefeita Paula Mascarenhas assinou o decreto 6.156, que regulamenta a lei municipal, proposta pelo então vereador – e hoje deputado estadual – Luiz Henrique Viana (PSDB), que dá atendimento preferencial aos autistas, bem como a seus acompanhantes. A legislação determina que estas pessoas tenham prioridade em repartições públicas, e estabelecimentos comerciais e privados, abrangendo supermercados, farmácias, bancos, restaurantes e lojas.

“O autismo não é visível na aparência da pessoa. As famílias relatam ser comum o preconceito e a falta de entendimento por parte da comunidade. Essa lei vai ajudar a diminuir a discriminação e garantir maior inclusão aos portadores do TEA”, enfatiza a prefeita.

* Nome alterado para preservar a identidade da criança

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Pelotas em bandeira vermelha

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Divulgada nesta sexta-feira (19), a classificação preliminar da 42ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado do governo estadual. De acordo com essa avaliação, Pelotas retorna a bandeira vermelha, depois de permanecer por quatro semanas consecutivas em laranja.

Mudança foi ocasionada, principalmente, pelo aumento no número de internações por síndrome gripal na região R21, da qual a cidade é o maior município.

Em virtude da classificação, o Município deve editar novo decreto na próxima semana, com medidas mais restritivas para controle da pandemia na cidade.

A região da Bagé, que integra a macrorregião com Pelotas, também foi classificada em bandeira vermelha. A análise colocou ainda as regiões do litoral norte e serra gaúcha em bandeira preta, pela primeira vez, desde que o modelo começou a ser utilizado.

A classificação final das novas bandeiras passa a vigorar a partir de terça-feira (23), até o dia 1º de março.

Governo gaúcho suspende atividades

Em decorrência da gravidade do contágio por coronavírus verificado em todo o Rio Grande do Sul e o aumento de 20% de internações entre as duas últimas quintas-feiras, o governador Eduardo Leite anunciou, em transmissão de vídeo nesta sexta-feira, a edição de um novo decreto de suspensão geral das atividades, que irá valer a partir das 22h deste sábado (20) até às 5h de domingo (21).

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Com 193,2 mil novas doses, RS iniciará imunização contra Covid-19 de idosos com mais de 85 anos

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O Rio Grande do Sul deve receber, neste final de semana, 193,2 mil novas doses da CoronaVac. Com esta quarta remessa de vacinas contra a Covid-19 enviada pelo Ministério da Saúde (MS), o governo do Estado pretende iniciar a segunda fase de imunização, incluindo idosos acima de 85 anos, além de ampliar a vacinação dos profissionais da saúde. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite e pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (5/2).

“A nossa expectativa é de que, com essas doses, a gente possa fazer, ao longo dos próximos dias, a imunização de 43% da população acima dos 85 anos aqui no Rio Grande do Sul. Além disso, tendo em vista que uma parte maior dos idosos está vivendo no litoral, em função até do isolamento, estamos garantindo o repasse considerando essa realidade do nosso Estado”, destacou o governador.

Todas as 193,2 mil doses serão repassadas, sem reserva pelo Estado. Do total previsto, aproximadamente 147 mil destinam-se aos idosos, montante suficiente para atingir cerca de 43% população com mais de 85 anos. As outras cerca de 46,2 mil doses servirão para alcançar em torno de 78% dos profissionais que trabalham em unidades de saúde no Estado.

O Ministério da Saúde ainda não informou a previsão de data e horário de envio das vacinas para os Estados. Assim que chegarem ao solo gaúcho, a Secretaria da Saúde (SES) distribuirá para as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs), que repassarão aos municípios. Os quantitativos por região e cidade ainda estão sendo calculados.

“Os municípios têm papel importante de organização da campanha no seu território. Estamos distribuindo as doses tão logo elas cheguem. É de suma importância que o município faça o planejamento, porque, além dos idosos acamados que já receberam as doses, estamos agora ampliando para uma população que precisamos proteger”, afirmou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

A recomendação da SES é para que seja feito um pré-cadastro da população-alvo e, se possível, com agendamento prévio, de forma a evitar aglomeração nos locais de vacinação e também desperdício, já que cada frasco-ampola da CoronaVac contém dez doses que devem ser aplicadas de forma sequencial e imediata. Além disso, a pasta reforça a necessidade de cadastrar cada dose aplicada no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e no formulário de controle do Estado.

“Confiamos nas equipes dos vacinadores dos municípios e temos certeza de que a decisão de começar a vacinação dos idosos foi acertada por parte do governo junto com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul, conforme pactuado em reunião ontem (4/2)”, acrescentou Arita.

Cabem às prefeituras organizar a aplicação das doses e divulgar aos moradores como ocorrerá o processo em cada município, seja de forma presencial nas unidades de saúde, por drive-thru ou outro formato.

“É importante que todos estejam atentos à forma como o seu município se organiza para garantir a imunização dos idosos das suas famílias, e os municípios devem estar comprometidos a organizarem para que essa vacina chegue às pessoas que estão nessa faixa etária, mais de 85 anos, de forma adequada, sem gerar situações de aglomeração”, reforçou o governador.

Com as 511,2 mil doses já recebidas, o Estado vacinou até agora quase 215 mil pessoas com ao menos a primeira dose. São 174,4 mil profissionais da saúde, 32,4 moradores de instituições de longa permanência para idosos (ILPIs), 7,7 mil indígenas e 1,3 mil pessoas portadoras de deficiência institucionalizadas.

Painel de vacinas

A logística será a mesma utilizada nas outras duas distribuições, com apoio aéreo e terrestre. Esta é a quarta remessa de vacinas recebidas pelo Estado. O primeiro lote, com 341,8 mil vacinas CoronaVac, chegou em 18 de janeiro. Outras 116 mil vacinas da Oxford/AstraZeneca foram recebidas em 24 de janeiro, e a terceira remessa, 224,2 mil doses da CoronaVac, no dia 1º de fevereiro.

Com as 511,2 mil doses já recebidas, o Estado vacinou até agora quase 215 mil pessoas com ao menos a primeira dose. São 174,4 mil profissionais da saúde, 32,4 mil moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), 7,7 mil indígenas e 1,3 mil pessoas portadoras de deficiência institucionalizadas.

Acompanhe a atualização diária de vacinas recebidas, distribuídas e aplicadas no RS em vacina.saude.rs.gov.br

Reunião com a Embaixada da China

Antes do anúncio da chegada de novas doses, o governador e a secretária Arita participaram de uma reunião com governadores de todo o país com a Embaixada da China no Brasil, com objetivo de articular a produção e a entrega de vacinas para que os Estados possam se planejar e criar um cronograma de imunização.

A mobilização visa agilizar o processo de importação do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), princípio necessário tanto para produção da CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e para a vacina da Universidade de Oxford com o laboratório inglês AstraZeneca, que será fabricada no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Temos aqui no Rio Grande do Sul o mais alto respeito e admiração pela República Popular da China, pela sua força de transformação e inovação, e estamos muito satisfeitos em ver que a parceria na questão sanitária com o Butantan, ligado ao governo de São Paulo, é uma demonstração dessa boa relação entre os países. Queremos reforçar esses laços com o comum interesse benéfico aos nossos povos. O Rio Grande do Sul está à disposição para ajudar a enfrentar qualquer percalço, por isso, contem conosco para superarmos esse quadro de pandemia”, afirmou Leite.

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Confira os gabaritos das provas do primeiro dia do Enem

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou há pouco o gabarito oficial Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Confira o gabarito das provas de linguagens e ciências humanas, realizadas no primeiro dia do exame (17). Os gabaritos das provas do segundo dia podem ser acessados aqui.

A abstenção no primeiro dia foi de 51,5% dos candidatos inscritos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do Enem, 2.842.332 faltaram às provas.

Ao todo, cerca de 2,5 milhões de candidatos fizeram as provas este ano, número que representa menos da metade dos participantes inscritos nas provas.

Mesmo com os gabaritos em mãos, não é possível saber a nota no exame. Isso porque o Enem é corrigido com base na chamada teoria de resposta ao item (TRI), que leva em consideração, entre outros fatores, a coerência de cada estudante na própria prova.

Prova amarela – primeiro dia

Prova azul – primeiro dia

Prova branca – primeiro dia

Prova rosa – primeiro dia

Confira os gabaritos do primeiro dia: 

Confira aqui o gabarito da prova rosa (ampliada) – Aplicação Regular

Confira aqui o gabarito da prova rosa (superampliada) – Aplicação regular

Confira aqui o gabarito da prova laranja (braile e ledor) – Aplicação regular

Confira aqui o gabarito da prova verde (libras) – Aplicação regular

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