Prefeitura avisa que vai prevenir a ‘síndrome mão-pé-boca’ nas escolas

Daiane Santos e Luiza Meirelles | Da Prefeitura |

Com o objetivo de conscientizar e levar informações às Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), equipe da Secretaria de Saúde apresentou as principais formas de prevenção da síndrome mão-pé-boca às diretoras dos educandários de Pelotas.

O encontro, que ocorreu nessa terça-feira (2), na Secretaria de Educação e Desporto (Smed), foi responsável por esclarecer as educadoras e incentivá-las a serem multiplicadoras do conhecimento nos ambientes escolares, a fim de evitar a propagação do vírus.

Segundo a chefe da Vigilância Epidemiológica da SMS, Ana Alice Maciel, a síndrome não exige notificação compulsória, mas a Prefeitura está acompanhando a evolução do tema na cidade.

“Como a doença está sendo muito falada pela mídia, devido ao grande número de casos identificados em outras cidades, estamos monitorando a situação em Pelotas de perto, a fim de impedir o aparecimento de um possível surto”, explicou.

Durante a reunião com a Smed, a necessidade de cuidado com a higiene e ventilação dos espaços, onde há grande concentração de crianças, foi ressaltada pelo grupo, especialmente, a limpeza frequente dos brinquedos e itens de uso coletivo.

A importância dos professores e profissionais da Educação manterem-se com roupas e mãos limpas, além da atenção no preparo das refeições, quanto à higiene, também foi destacada pela equipe da Saúde.

“É uma forma de informar as escolas para que fiquem atentas e conheçam os sintomas e os meios de prevenir a doença, até para que saibam orientar os pais e familiares que frequentam as instituições de ensino”, disse a supervisora de Educação Infantil, Elides Pereira.

Registros

Até o momento, cinco casos isolados da doença foram notificados em Pelotas, em diferentes bairros. A situação está sendo monitorada pela Prefeitura, que acompanha a evolução do quadro na cidade.

Mão-pé-boca

Comumente causados pelo vírus coxsackie, os sintomas da síndrome surgem de três a sete dias após a infecção, e incluem febre superior a 38ºC, dor de garganta e falta de apetite, além de mal-estar geral.

Considerada uma doença típica da infância pela Sociedade Brasileira de Pediatria, é transmitida através do contato direto com alimentos ou objetos contaminados, além de fezes e a urina de pessoas doentes.

O nome da enfermidade remete ao aparecimento de aftas na boca e bolhas dolorosas nas mãos, pés e, por vezes, na região íntima, que podem coçar.

A síndrome atinge principalmente crianças menores de 5 anos, que têm o sistema imunológico mais frágil. Na presença de qualquer indício da doença, o responsável deve procurar atendimento médico de imediato.

Prevenção

Lavar as mãos;
Usar álcool gel;
Deixar portas e janelas abertas para manter o ambiente arejado;
Limpar os ambientes;
Higienizar os brinquedos das crianças;
Evitar o compartilhamento de materiais de uso pessoal como talheres, copos e escovas de dente.

Tratamento

Conforme o Ministério da Saúde, ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas.

Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

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